O deputado federal André Janones (Rede-MG) classificou como ato de censura a recente decisão do TSE que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, neste domingo (11). A medida atende a uma representação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o parlamentar de estruturar redes para disseminar conteúdos ofensivos e desinformativos durante o segundo turno presidencial.
Com cerca de 3,3 milhões de participantes, o grupo no aplicativo de mensagens tinha o objetivo declarado de engajar e orientar apoiadores para a votação do dia 25. De acordo com a acusação do PL, o canal distribuía tarefas de compartilhamento de publicações e utilizava verba de campanha para impulsionar propaganda negativa contra o candidato adversário.
Defesa e desdobramentos nas redes sociais
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones rebateu as acusações e negou ter propagado conteúdos falsos na plataforma. O parlamentar argumentou que o canal estava apenas na fase inicial de cadastramento e organização de perfis, sem nenhuma notícia ou publicação compartilhada até o momento do bloqueio.
O deputado atribuiu o pedido de suspensão ao receio da oposição em relação à sua força de mobilização digital. Embora a determinação da Justiça Eleitoral restrinja a criação de novos canais no YouTube, Janones ressaltou que continuará promovendo ações de engajamento em outras plataformas, como o Instagram.

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