As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) revelam visões distintas sobre o ajuste fiscal, a política tributária e a condução das contas públicas brasileiras.
Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos e valorização da renda, Flávio defende a redução da máquina estatal e cortes de despesas.
Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade urgente de enfrentar o crescimento da dívida pública.
O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.
Resumo das propostas econômicas
Lula defende a continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais.
Para as contas públicas, pretende manter o arcabouço fiscal e controlar as despesas.
No setor de impostos, busca aprofundar a tributação progressiva para rendas mais altas.
Flávio Bolsonaro prioriza a redução do Estado e uma contenção mais forte dos gastos públicos.
Sua equipe propõe uma nova regra fiscal com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
Ajuste fiscal em debate
Lula pretende manter o arcabouço fiscal, combinando controle de gastos e crescimento econômico.
A estratégia envolve investimentos em infraestrutura e reindustrialização para elevar a arrecadação.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à dívida e cortes administrativos.
Em agosto, a coordenadora econômica Daniella Marques afirmou que o plano prevê um ajuste de 1,5% do PIB.
O detalhamento dos cortes ainda gera debates sobre o impacto nos serviços públicos.
Impostos e investimentos
Na área tributária, Lula defende maior progressividade e continuidade de investimentos do Novo PAC.
Flávio prioriza a redução de impostos, a desburocratização e o apoio ao agronegócio nacional.
A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais.
Trabalho e renda
Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas.
Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades de trabalho.
Programas sociais
Lula pretende manter programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e políticas contra a fome.
A equipe de Flávio também declarou intenção de preservar iniciativas sociais relevantes para a população.
Governos anteriores
Entre 2019 e 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia e encerrou a gestão com a dívida em 72% do PIB.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu e o desemprego caiu para 5,6% segundo o IBGE.
A dívida pública atingiu 82,9% do PIB em agosto, refletindo contextos internacionais e juros distintos.

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