O Ministério da Educação (MEC) acionará a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal nesta semana para investigar graves ameaças a universidades federais propagadas em redes sociais. A medida foi anunciada pelo ministro substituto da Educação, Leonardo Barchini, após episódios recentes de violência e vandalismo que acenderam o alerta de segurança no ambiente acadêmico nacional.
A iniciativa do governo federal ocorre logo após a visita do ministro à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A instituição pernambucana foi atingida recentemente por um incêndio de grandes proporções, cujo prejuízo estimado chega a R$ 100 milhões. A Polícia Federal já abriu um inquérito específico para apurar as causas do fogo.
Paralelamente à perícia física do incêndio, o monitoramento de segurança do governo identificou mensagens hostis no ambiente digital. Por conta disso, o MEC decidiu solicitar uma apuração focada em crimes cibernéticos. O objetivo é rastrear a origem das publicações para evitar que a violência virtual se materialize em novos ataques físicos.
Escalada de hostilidades preocupa reitores
Além do caso em Pernambuco, a Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, também denunciou ameaças semelhantes. Mensagens compartilhadas em aplicativos de bate-papo e redes sociais sugeriam ataques violentos contra estudantes durante manifestações políticas, além de planos para incendiar as instalações da instituição fluminense.
Segundo Leonardo Barchini, a atuação conjunta com a PF é um protocolo padrão ativado sempre que há riscos iminentes à comunidade acadêmica. O ministro reforçou que a universidade deve ser preservada como um espaço democrático de debate e livre manifestação política, livre de coação e violência.

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