A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar possíveis crimes eleitorais em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, após flagrar um homem com broches equipados com câmeras ocultas. A suspeita dos investigadores é de que os dispositivos seriam utilizados para gravar ilegalmente o voto de eleitores na urna eletrônica durante o pleito deste domingo.
De acordo com as autoridades, os aparelhos eram disfarçados como propaganda política tradicional. Na parte da frente, os broches exibiam o número de um candidato, enquanto a parte traseira continha um adesivo posicionado estrategicamente para esconder uma microcâmera alimentada por bateria.
O material foi localizado em posse de um suspeito, que teve seu telefone celular e os equipamentos confiscados. O homem optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Todo o material passará por perícia técnica criminal para detalhar o funcionamento do esquema.
A legislação brasileira proíbe expressamente a entrada de eleitores na cabine de votação portando celulares, filmadoras, óculos inteligentes ou qualquer equipamento eletrônico que possa registrar o voto. A regra, estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visa garantir o sigilo absoluto do sufrágio.
Balanço das ocorrências policiais
Além do caso em Cabo Frio, a corporação apresentou um balanço parcial das atividades realizadas até o meio da tarde de domingo. Foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência para investigar irregularidades em diversos estados brasileiros e no Distrito Federal.
Ao todo, as ações resultaram na condução de 129 pessoas e na apreensão de R$ 789,8 mil em bens e valores, incluindo R$ 383,6 mil em dinheiro vivo. As principais infrações combatidas envolvem a compra de votos e a propaganda de boca de urna irregular.

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