Ativistas e integrantes de organizações da sociedade civil realizaram um ato na zona oeste de São Paulo para cobrar a neutralidade da Meta no ambiente digital durante o período eleitoral.
Sob o lema “Meta, não se meta”, os participantes denunciaram a suposta censura a perfis de ativistas, a falta de critérios transparentes na moderação e a promoção de discursos de ódio por meio de algoritmos.
Durante a mobilização, os organizadores tentaram entregar um manifesto na sede da responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. Como o protocolo presencial foi recusado, o documento será enviado de forma massiva por meio digital.
A programação também debateu a soberania popular e criticou o monopólio das empresas de tecnologia na gestão de dados governamentais. A programadora Veronica Gimenez, da ONG TravaHacker, defendeu a criação de relatórios públicos para monitorar a atuação das redes no debate democrático.
O ativista Thiago Torres Santos, o Chavoso da USP, relatou que seu perfil continua suspenso há 11 meses, descumprindo uma liminar judicial favorável. Para ele, o bloqueio demonstra interferência direta do sistema na disputa eleitoral.
Decisão do TSE
Paralelamente aos protestos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrou explicações da empresa. O ministro Marco Aurélio Bellizze estipulou 24 horas para que a Big Tech comprove medidas de isonomia na veiculação de posts e anúncios políticos.
A determinação atende a um pedido da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou desvantagem algorítmica frente aos adversários. A equipe do presidenciável Flávio Bolsonaro também registrou queixa similar no tribunal.
Em nota oficial, a Meta afirmou que as limitações no alcance e no acesso a comunidades ocorrem em razão do cumprimento de exigências eleitorais e do tempo necessário para a checagem de dados.

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