O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estipulou o prazo de dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) emitir parecer sobre a desistência do recurso de Garotinho no Rio de Janeiro. Somente após a manifestação do órgão, o relator tomará uma decisão individual ou submeterá a questão ao plenário da Corte.
A definição sobre a solicitação do candidato do Republicanos impacta diretamente o resultado das urnas para o governo fluminense. Caso a desistência seja homologada, a invalidação definitiva dos seus sufrágios exigirá uma nova contagem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), passo que pode confirmar a vitória de Douglas Ruas (PL) sem a necessidade de segundo turno.
Entenda o impacto na recontagem dos votos
Na apuração oficial, Douglas Ruas somou 4.271.199 votos (49,27% dos válidos), enquanto Eduardo Paes (PSD) registrou 3.706.984 votos (42,76%). Anthony Garotinho contabilizou 274.411 votos (3,17%), mas figurou como sub judice devido ao indeferimento do seu registro de candidatura.
A inelegibilidade de Garotinho foi motivada por uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa em 2018. Como o veto do TRE-RJ ocorreu após o fechamento do sistema das urnas, o nome permaneceu na votação. Com o descarte formal dessas escolhas, Ruas ultrapassará a marca de 50% dos votos válidos, exigida pela legislação para liquidar a disputa no primeiro turno.

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