O TSE determinou que a empresa Meta forneça explicações, no prazo de 48 horas, sobre denúncias de suposta seletividade algorítmica direcionada contra postagens da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
A determinação foi emitida em despacho recente pelo ministro Marco Aurélio Bellizze.
A Corte eleitoral exigiu que a companhia detalhe eventuais limitações na entrega de materiais publicados pelo perfil oficial.
Também foram cobrados dados sobre bloqueios geográficos e remoções de recomendações.
O magistrado pontuou que tais ocorrências se dão em espaço restrito ao controle exclusivo da corporação tecnológica.
Em posicionamento oficial, a Meta admitiu falhas sistêmicas, mas rechaçou as acusações de viés político.
Segundo a companhia, os incidentes não atingiram somente o Brasil e as regras eleitorais são seguidas rigorosamente.
Repercussão da denúncia
Representantes do Partido dos Trabalhadores classificaram o episódio como interferência corporativa no pleito.
A equipe jurídica listou episódios como barreiras para impulsionamento de anúncios e quedas abruptas nas visualizações.
Além da Justiça Eleitoral, a articulação política planeja acionar a autoridade de proteção de dados para investigar o caso.
Controle de contas falsas
Outro ponto da ordem judicial obriga a big tech a detalhar providências sobre 255 perfis falsos criados via inteligência artificial.
Conforme a representação, essas contas acumularam dezenas de milhões de visualizações com ataques direcionados a autoridades.

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