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Sexta-feira, 04 de Setembro 2026
Câmara dos Deputados aprova Medida Provisória que zera taxa de compras internacionais
Política

Câmara dos Deputados aprova Medida Provisória que zera taxa de compras internacionais

Proposta que beneficia transações de até 50 dólares segue para o Senado e precisa ser votada até 8 de setembro para não perder a validade

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A Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica, nesta quinta-feira (3), em Brasília, a Medida Provisória que extingue a alíquota de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares feitas pela internet. O objetivo da proposta, que agora segue para análise do Senado Federal, é aliviar o orçamento das famílias de menor renda que utilizam o comércio eletrônico estrangeiro para adquirir itens básicos.

O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a medida argumentando que o acesso a esses produtos importados mais baratos funciona como uma importante válvula de escape financeira.

Para o parlamentar, a população de menor poder aquisitivo recorre a essas plataformas digitais para adquirir bens de consumo diário sem comprometer severamente o orçamento doméstico.

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Motta também ponderou sobre a resistência de empresários locais. Ele assegurou que as demandas do varejo e da indústria nacional serão discutidas para equilibrar a concorrência e preservar os empregos no Brasil.

A matéria corre contra o tempo no Congresso Nacional, já que o texto precisa passar pelo crivo dos senadores até o dia 8 de setembro para não caducar.

Modificações no texto original

A versão aprovada conta com alterações feitas pela relatora da comissão mista, a senadora Leila Barros (PDT-DF). Entre as novidades, destaca-se a isenção tributária para a importação de medicamentos sem similares nacionais.

Além disso, o projeto reduz de 60% para 30% o imposto de importação sobre encomendas postais de até 3 mil dólares.

O texto também estabelece que o Ministério da Fazenda realize monitoramentos constantes para avaliar o impacto econômico gerado pela renúncia fiscal.

Por outro lado, a oposição criticou duramente a proposta, alegando que o benefício fiscal prejudica a competitividade da indústria brasileira frente às concorrentes estrangeiras.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) argumentou que incentivos semelhantes deveriam ser concedidos aos produtores locais, que geram empregos e pagam impostos no território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

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