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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Justiça exige que Discord reforce proteção para crianças e adolescentes
Justiça

Justiça exige que Discord reforce proteção para crianças e adolescentes

Decisão judicial impõe série de medidas de segurança à plataforma após ação da AGU apontar falhas graves na moderação de conteúdo.

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A Justiça Federal determinou que o Discord implemente, de forma urgente, medidas rigorosas para assegurar a proteção de crianças e adolescentes em sua plataforma. O descumprimento da ordem resultará em multa diária de R$ 100 mil. A decisão atende a uma ação civil pública movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que aponta falhas críticas nos sistemas de verificação de idade e na salvaguarda dos usuários.

O juiz Anderson Silva, da 14ª Vara Federal Cível de Brasília, destacou a necessidade de conter riscos como aliciamento, automutilação e violência. Embora a empresa argumente que não atua como uma rede social tradicional, o magistrado reforçou que a plataforma foi utilizada em etapas cruciais de interações que culminaram em tragédias recentes.

Principais determinações judiciais

Entre as exigências impostas pela Justiça, o Discord deve:

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Leia Também:

  • Manter um representante legal no Brasil e um canal de denúncias eficiente em português.
  • Criar protocolos específicos para casos de sextorsão contra menores.
  • Impedir a recriação de comunidades removidas por violações de segurança.
  • Comprovar a eficácia de mecanismos de supervisão parental e controle de privacidade.
  • Preservar registros de moderação e comunicações suspeitas por pelo menos seis meses.

Além disso, a plataforma deverá apresentar um plano detalhado de adequação à legislação brasileira, incluindo a verificação etária e a mitigação de conteúdos que incentivem a violência ou o suicídio. A decisão visa estabelecer um ambiente digital mais seguro, exigindo que a empresa demonstre, de fato, sua capacidade operacional de moderação no país.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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