Há cinco anos e três meses, a comerciária Jacklline de Oliveira e o professor Luciano Gonçalves enfrentam uma dor imensurável após a morte da filha Kathlen Romeu, vítima de um disparo de fuzil durante uma ação policial na Zona Norte do Rio de Janeiro. Agora, a família intensifica o apelo para que o Tribunal do Júri conte com forte mobilização popular no próximo dia 26 de novembro.
Kathlen tinha 24 anos, estava grávida de quatro meses e esperava o primeiro filho quando foi atingida no Lins de Vasconcelos. Os policiais militares acusados pelo crime irão a julgamento após recursos e decisões judiciais que reverteram absolvições anteriores na esfera militar.
Em entrevista, Jacklline destacou a importância da solidariedade popular. Segundo ela, a condenação dos agentes é um marco fundamental não apenas para reparar a memória da filha, mas para frear a violência do Estado contra moradores de periferias.
A luta por reparação e justiça
A jornada da família até o banco dos réus foi marcada por obstáculos institucionais. Parentes relataram desgaste emocional na busca por respostas e chegaram a denunciar posturas adotadas por autoridades durante as investigações iniciais.
Para Luciano Gonçalves, o avanço do processo só ocorreu devido à pressão social e à incidência de coletivos de direitos humanos. O casal reforça que o combate à impunidade é essencial para evitar que outras famílias sofram perdas semelhantes decorrentes de operações de segurança.

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