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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
PF deflagra Operação Make Up contra Mario Frias por desvio de emendas
Justiça

PF deflagra Operação Make Up contra Mario Frias por desvio de emendas

Investigação aponta que verbas destinadas a projetos sociais podem ter financiado a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up para apurar o suposto desvio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP). A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou buscas em quatro estados após indícios de que R$ 2 milhões repassados a uma entidade parceira não foram utilizados nos projetos previstos.

Entre os alvos da ação policial está a produtora Karina Gama, gestora do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e responsável pelo filme 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro. O ICB recebeu duas emendas de R$ 1 milhão cada, indicadas por Frias, mas auditorias apontaram falhas graves e falta de comprovação na entrega dos serviços contratados.

De acordo com relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), a iniciativa 'Jovem Empreendedor' não cumpriu as metas de capacitação de estudantes no interior de São Paulo, gerando a rejeição das contas pelo governo federal. Outro projeto esportivo, chamado 'Lutando pela Vida', também apresentou irregularidades na comprovação de gastos e na entrega de materiais previstos no plano de trabalho.

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Cadeia financeira sob suspeita

Os investigadores mapearam um fluxo financeiro suspeito que envolve o repasse de R$ 700 mil do ICB para empresas ligadas ao empresário Heric Dias. Posteriormente, uma dessas firmas transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment, produtora do documentário de Bolsonaro. A PF busca esclarecer se os recursos públicos das emendas parlamentares foram triangulados para financiar a obra cinematográfica.

Além das emendas, a PF identificou uma transferência direta de R$ 645,4 mil da conta pessoal de Mario Frias para a produtora do filme. Os investigadores apontam incompatibilidade entre essa movimentação e os rendimentos declarados pelo deputado, cujo salário mensal é de R$ 44 mil. No período das filmagens, a produtora movimentou cerca de R$ 19 milhões.

Defesa do parlamentar

Em suas redes sociais, Mario Frias defendeu a legalidade das emendas, classificando a operação como 'cortina de fumaça' em ano eleitoral. O deputado afirmou que os recursos foram destinados de forma transparente para projetos sociais e criticou o fato de não ter tido acesso prévio aos autos do inquérito antes de ter seus equipamentos eletrônicos apreendidos.

Por determinação do ministro Flávio Dino, o parlamentar está proibido de deixar o território nacional e de manter contato com os demais investigados no caso. Outras emendas destinadas por deputados aliados à mesma produtora também são investigadas, embora não tenham tido execução financeira. A defesa dos empresários e produtores citados não foi localizada para comentar as suspeitas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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