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Domingo, 30 de Agosto 2026
Caged aponta abertura de 58,5 mil postos de trabalho em julho no Brasil
Economia

Caged aponta abertura de 58,5 mil postos de trabalho em julho no Brasil

Desempenho do mercado de empregos formais foi impulsionado pelo setor de serviços, enquanto o comércio registrou saldo negativo no mês.

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O Brasil registrou a abertura de 58.568 postos de trabalho com carteira assinada no mês de julho, conforme dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo referente à criação de empregos formais no país reflete uma desaceleração provocada pelo impacto dos juros elevados e pelo ritmo mais lento da atividade econômica.

O volume apurado representa um recuo de 57,3% em relação a junho, mês que somou 137.044 contratações líquidas. Em comparação ao mesmo período de 2025, quando o país gerou 133.932 vagas nos dados ajustados, a queda atingiu 56,3%.

Esse resultado marca o desempenho mais fraco para meses de julho desde 2020. Mudanças metodológicas introduzidas naquele ano inviabilizam comparações com períodos anteriores.

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Acumulado do ano

No período de janeiro a julho, a geração acumulada de vagas formais registrou retração de 20,9% no confronto anual:

  • 972.203 vagas criadas nos primeiros sete meses de 2026;
  • 1.229.107 postos abertos no mesmo intervalo de 2025.

Os números refletem retificações e inclusões extemporâneas feitas pelos empregadores no sistema oficial do governo.

Resultado por setores econômicos

Na divisão setorial, quatro dos cinco ramos pesquisados tiveram saldo positivo de contratações em julho:

  • Serviços: +24.098 postos;
  • Construção civil: +12.691 postos;
  • Agropecuária: +12.523 postos;
  • Indústria (de transformação, extrativa e outros): +11.315 postos.

Apenas uma atividade econômica registrou redução de vagas no mês:

  • Comércio: -8.114 postos.

Historicamente desfavorável no mês de julho, o comércio apresentou desempenho fraco impulsionado pelo varejo, que desligou 3.674 trabalhadores a mais do que contratou.

Destaques por segmento

No setor de serviços, a contratação de pessoal foi liderada pelo ramo de transporte, armazenagem e correio, que gerou 18.150 vagas. A área de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 postos, enquanto a educação encerrou 7.352 postos de trabalho.

Na construção civil, as obras de infraestrutura responderam pela maior alta (+7.087 postos), seguidas pelos serviços especializados do setor (+4.253 postos).

Já no segmento industrial, o destaque positivo ficou com a fabricação de produtos alimentícios (+6.994), seguida pela indústria automotiva e de carrocerias (+3.440) e pelo setor de máquinas e materiais elétricos (+1.950).

Desempenho regional e estadual

A expansão do emprego formal ocorreu em quatro das cinco regiões do país:

  • Sudeste: +21.668 postos;
  • Nordeste: +18.973 postos;
  • Centro-Oeste: +9.943 postos;
  • Norte: +8.375 postos;
  • Sul: -628 postos.

Entre as unidades da federação, 22 tiveram saldo positivo, com destaques para São Paulo (+17.814), Mato Grosso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).

Por outro lado, registraram saldo negativo Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134).

De acordo com o Ministério do Trabalho, a perda de vagas no Espírito Santo é explicada pelo término da safra do café. No Tocantins, a retração atingiu o comércio e a agropecuária, enquanto no Rio Grande do Sul a queda concentrou-se na indústria do fumo e no comércio.

Estoque total de empregos com carteira assinada

Com os dados do mês, o estoque total de vagas formais no Brasil alcançou 48.082.866 vínculos ativos. O resultado representa um avanço de 0,12% em relação a junho e uma alta de 1,02% ante julho do ano passado.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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