A agroecologia ganhou espaço no cenário político atual com uma carta de compromissos lançada por movimentos sociais para os candidatos aos cargos do executivo e legislativo nas eleições em SP. A iniciativa é promovida por coletivos como a Articulação Paulista de Agroecologia e o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda).
O documento faz parte da chamada “Campanha Agroecologia nas Eleições em SP”. O objetivo central é utilizar práticas sustentáveis e a democracia como ferramentas estratégicas para combater a fome, a escassez de água e a destruição ambiental.
Mais de 20 organizações da sociedade civil assinam o manifesto. Entre os apoiadores estão a Associação Brasileira de Reforma Agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP (MST-SP).
As entidades exigem suporte técnico e econômico para agricultores familiares, indígenas e quilombolas. A meta é garantir o acesso à terra e viabilizar a produção de alimentos saudáveis em todo o estado.
Outro ponto de destaque é a aplicação da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP). O plano incentiva hortas comunitárias e compostagem em escolas públicas e outras repartições estaduais.
O combate aos venenos agrícolas também integra as reivindicações. Os grupos pedem a proibição da pulverização aérea perto de escolas e mananciais, além de fiscalização rigorosa da água e dos alimentos.
Universidades públicas como Unesp, UFABC, Ufscar e IFSP apoiam formalmente a iniciativa por meio de seus núcleos de pesquisa dedicados ao tema.

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