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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Comissão aprova isenção na taxa das blusinhas para compras internacionais
Política

Comissão aprova isenção na taxa das blusinhas para compras internacionais

Proposta relatada pela senadora Leila Barros segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado.

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Nesta quarta-feira, a comissão mista do Congresso Nacional aprovou o parecer da medida provisória que extingue a alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 enviadas por remessas postais, proposta popularmente conhecida como a taxa das blusinhas.

O texto agora aguarda votação urgente nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Como a MP 1.357 perde a validade na próxima terça-feira (8), a expectativa de líderes governistas é que a matéria seja liquidada ainda nesta semana.

A relatora da matéria, senadora Leila Barros (PDT-DF), defendeu a justiça fiscal da proposta ao compará-la com a isenção de US$ 1 mil concedida a brasileiros que viajam ao exterior.

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Para a parlamentar, existe uma disparidade evidente que penaliza as famílias de menor renda, uma vez que taxar as remessas postais mais baratas enquanto se mantém o benefício de bagagem para quem viaja protege o consumo das classes mais abastadas em detrimento dos mais pobres.

Durante a análise, a senadora incorporou modificações ao texto original enviado pelo Palácio do Planalto. Entre as novidades, destaca-se a isenção tributária para medicamentos importados sem similar nacional.

Além disso, o relatório aprovado reduz de 60% para 30% a alíquota cobrada sobre encomendas vindas de fora do país que custem até US$ 3 mil.

Por outro lado, a flexibilização das taxas gerou críticas por parte do senador Izalci Lucas (PL-DF). O parlamentar alertou para o risco de desequilíbrio concorrencial contra a indústria local.

Ele defendeu a necessidade de isonomia tributária, questionando o incentivo indireto à mão de obra estrangeira, especialmente a chinesa, em detrimento dos empregos gerados no mercado brasileiro.

Novas regras de monitoramento econômico

Outra inovação inserida pela relatora estabelece que o Ministério da Fazenda realize um acompanhamento constante dos impactos econômicos gerados pelo benefício fiscal.

Segundo a assessoria de Leila Barros, a medida atende a pleitos do empresariado nacional e visa garantir transparência. O primeiro relatório deve ser divulgado em novembro, seguido de balanços semestrais.

Esse monitoramento vai mensurar variáveis cruciais como geração de emprego, nível de renda, arrecadação pública e a competitividade da indústria nacional diante dos produtos importados.

Segmentos de calçados, vestuário, brinquedos, cosméticos e acessórios estarão sob observação direta nesse processo, que também passará por um crivo anual do Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo em que o empresariado brasileiro aponta concorrência desleal das gigantes asiáticas, o governo federal argumenta que a medida estimula o consumo e ajuda a formalizar o comércio eletrônico internacional.

Combate a fraudes e novas obrigações

Para coibir fraudes aduaneiras, o parecer aprovado impõe diretrizes rigorosas de conformidade para marketplaces e empresas de logística que atuam no comércio transfronteiriço.

Essas companhias passam a ser obrigadas a rastrear a origem dos vendedores, monitorar fluxos suspeitos de encomendas e compartilhar dados operacionais diretamente com a Receita Federal.

O descumprimento das normas sujeitará as empresas a sanções severas, que incluem advertências, multas proporcionais ao volume ilegal, suspensão de atividades e até o banimento definitivo de suas operações no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Ton Molina/Agência Senado

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