O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro e proprietário da Entre Investimentos, movimentou recursos do crime organizado. A companhia detém participação no financiamento do filme Dark Horse, projeto biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que também contou com aportes do Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro.
A ofensiva desta quinta-feira representou a terceira etapa da Operação Carbono Oculto, conduzida de forma conjunta pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.
“Trata-se da administradora de um conglomerado empresarial, o Grupo Entre, que concentrava verbas tanto do Master quanto de facções criminosas em uma mesma conta. Há fortes indícios de que a liquidez dessas operações procedia de uma mesma fonte”, declarou o ministro durante atendimento à imprensa em Brasília.
Na avaliação de Durigan, os valores canalizados para a Entre Investimentos serviram a propósitos de lavagem de dinheiro e suborno.
O titular da pasta apontou que a estrutura financeira misturava capitais de origens distintas, integrando tanto o Banco Master quanto redes criminosas e indivíduos já beneficiados por acordos de delação premiada firmados com o Ministério Público de São Paulo ou com o Ministério Público Federal.
Consta nas investigações que Antônio Carlos Freixo Junior firmou colaboração premiada junto à Procuradoria-Geral da República no âmbito dos desdobramentos do escândalo envolvendo o Banco Master.

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