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Sábado, 29 de Agosto 2026
Fatia da Dívida Pública Federal corrigida pela Selic pode atingir 53%, estima Tesouro Nacional
Economia

Fatia da Dívida Pública Federal corrigida pela Selic pode atingir 53%, estima Tesouro Nacional

Apetite dos investidores por papéis pós-fixados levou o governo a ajustar as metas de endividamento até 2026.

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Nesta quarta-feira (26), o Tesouro Nacional divulgou uma revisão do seu plano de financiamento, prevendo que a fatia da Dívida Pública Federal atrelada à taxa Selic poderá atingir entre 49% e 53% até 2026. A mudança reflete o forte interesse dos investidores por títulos de renda fixa pós-fixados, impulsionado pelo patamar elevado dos juros básicos, atualmente fixados em 14% ao ano.

As novas diretrizes fazem parte do relatório de revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF). O documento é responsável por balizar a gestão dos débitos governamentais e passa por atualizações periódicas ao longo do segundo semestre.

Apesar da reorganização na carteira, o teto projetado para o montante total do endividamento no fim de 2026 permanece inalterado, mantendo-se na faixa entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

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Para absorver a maior participação dos títulos indexados à taxa básica, o órgão reduziu os limites estabelecidos para os ativos prefixados e para aqueles corrigidos pela inflação.

Ajustes nos parâmetros da Dívida Pública Federal

  • Títulos atrelados à Selic: teto elevado de 46% a 50% para a faixa de 49% a 53% do total;
  • Títulos corrigidos pela inflação: meta reduzida do intervalo de 23% a 27% para 21% a 25%;
  • Títulos prefixados: projeção ajustada de 21% a 25% para a margem entre 20% e 24%;
  • Títulos atrelados ao câmbio: parâmetros mantidos sem alterações, entre 3% e 7%.

O prazo médio de maturidade dos papéis da dívida foi conservado no intervalo de 3,8 a 4,2 anos, métrica divulgada pelo Tesouro exclusivamente na escala anual.

Comportamento e dinâmicas dos títulos públicos

A atratividade dos papéis vinculados à Selic decorre da manutenção de juros elevados definidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Além disso, o lançamento do Tesouro Reserva — produto voltado à reserva de emergência e similar aos cofrinhos de instituições financeiras — contribuiu para acelerar a busca por esses ativos.

Em períodos de estabilidade financeira, as emissões prefixadas oferecem maior previsibilidade, pois travam as taxas com antecedência. Contudo, em ciclos de volatilidade, a exigência de taxas de retorno muito elevadas por parte do mercado inviabiliza esse tipo de captação pelo governo.

Por fim, a fatia vinculada ao câmbio permanece dividida entre contratos antigos emitidos internamente com indexação ao dólar e os títulos negociados no mercado internacional.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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