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Sábado, 29 de Agosto 2026
Lucro da Caixa avança para R$ 3,9 bilhões impulsionado pelo crédito imobiliário
Economia

Lucro da Caixa avança para R$ 3,9 bilhões impulsionado pelo crédito imobiliário

Banco estatal registra alta trimestral de 12,4%, mas fecha o acumulado do semestre com recuo de 17,6% no resultado recorrente

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A Caixa Econômica Federal obteve um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, valor 5,9% superior ao apurado no mesmo período do ano passado, impulsionado pela expansão do crédito imobiliário.

Em comparação com os três primeiros meses do ano, o desempenho da instituição financeira apresentou um avanço de 12,4%.

Apesar do resultado positivo no trimestre, o acumulado dos seis primeiros meses do ano somou R$ 7,4 bilhões em ganhos recorrentes, o que representa uma queda de 17,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (26), o balanço do período refletiu o aquecimento nas concessões de financiamentos, embora tenha registrado alta da inadimplência e a necessidade de reforçar as reservas para cobrir eventuais calotes.

A margem financeira bruta da estatal — receita gerada pelas operações de juros — cresceu 20,2% em 12 meses, alcançando R$ 19,7 bilhões entre abril e junho.

Expansão do crédito

No encerramento de junho, o saldo total da carteira de crédito da instituição atingiu R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9% em um ano e de 2,7% na evolução trimestral.

O setor habitacional permanece como o pilar estratégico do banco público, correspondendo a 69,4% de todo o volume emprestado.

O saldo dessa carteira superou a marca de R$ 1,005 trilhão, exibindo crescimento anual de 15%. Apenas no segundo trimestre, as contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, salto de 29,3% ante o mesmo período de 2025.

Com este desempenho, o banco manteve sua hegemonia no segmento de habitação, concentrando aproximadamente 68% do mercado nacional.

Outras modalidades também registraram trajetória ascendente no período:

  • Empréstimos para pessoas físicas: R$ 156,5 bilhões, avanço de 8,7% em 12 meses;
  • Crédito para pessoas jurídicas: R$ 113,9 bilhões, alta de 6,5%;
  • Volume total da carteira: R$ 1,448 trilhão, expansão de 11,9%.

Elevação nos índices de inadimplência

Apesar do avanço nas concessões, o indicador de atrasos nas operações subiu. O índice de calotes superiores a 90 dias encerrou o trimestre em 3,64%, frente aos 2,66% apurados um ano antes.

O setor do agronegócio representou o ponto de maior atenção no balanço, com a inadimplência saltando de 7,02% no segundo trimestre de 2025 para 20,74% no mesmo período de 2026.

Nas demais linhas de financiamento, os atrasos acima de 90 dias ficaram distribuídos assim:

  • Pessoas físicas: 6,29%;
  • Pessoas jurídicas: 14,05%;
  • Financiamento habitacional: 1,45%;
  • Projetos de infraestrutura: 0,03%.

Por ser o carro-chefe da instituição, a carteira imobiliária manteve níveis de não pagamento consideravelmente inferiores aos observados nos outros segmentos.

Reforço no provisionamento

Diante da elevação do risco de crédito, a gestão do banco ampliou os recursos destinados à cobertura de possíveis perdas financeiras.

As despesas com provisões para perdas de crédito (PDD) totalizaram R$ 6,97 bilhões no trimestre, alta expressiva de 97,6% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 6,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2026.

Segundo a instituição, a forte garantia real atrelada aos contratos imobiliários ajuda a conter o impacto de perdas definitivas e confere estabilidade ao portfólio.

Recuo na rentabilidade

Mesmo com a evolução do lucro líquido no trimestre, os índices de rentabilidade do banco apresentaram retração.

O indicador de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) fechou em 9,16%, recuo de 2,7 pontos percentuais na comparação com junho de 2025.

Por fim, as receitas decorrentes de prestação de serviços e tarifas atingiram R$ 7,54 bilhões (alta anual de 12,9%), enquanto as despesas administrativas subiram 5,9%, somando R$ 11,44 bilhões.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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