A AGU cobrou nesta segunda-feira (21) medidas enérgicas da plataforma Discord na Justiça Federal em Brasília, visando a segurança de mulheres, crianças e adolescentes no ambiente digital.
Na nova petição protocolada, o órgão do governo federal classificou a proposta de conciliação enviada pela empresa como vaga e incapaz de solucionar as vulnerabilidades expostas.
"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", destacou a Advocacia-Geral da União.
O posicionamento ocorre após a 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal conceder, no início do mês, um prazo de dez dias para que a companhia detalhasse suas intenções de acordo.
A ofensiva judicial começou quando o governo moveu uma ação civil pública exigindo reparações e cobrando a condenação da empresa em R$ 500 milhões por dano moral coletivo.
As cobranças se intensificaram após a repercussão de um caso em julho, onde uma adolescente foi instigada ao suicídio durante uma transmissão ao vivo realizada no aplicativo.
A reportagem tentou contato com os representantes da rede social e permanece à disposição caso queiram se pronunciar sobre as acusações.

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