O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) registrou três votos favoráveis para manter Paulo Gonet à frente das investigações do caso Master. A discussão ocorre após uma representação protocolada pelo Partido Novo.
Até o momento, prevalece o entendimento do relator, Francisco de Assis Sanseverino. O subprocurador votou pelo arquivamento integral da notícia-crime apresentada pela legenda, que levantou suspeitas sobre a conduta do procurador-geral.
Os conselheiros Celso de Albuquerque Silva e Janice Agostinho Barreto Ascari acompanharam o relator. No entanto, houve divergência parcial de uma conselheira quanto à necessidade de esclarecer pontos específicos do processo.
A representação do Partido Novo baseia-se em mensagens e anotações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e alvo principal da Operação Compliance Zero. A defesa da legenda apontava supostas irregularidades na atuação do chefe do MPF.
Análise do relator
Para o relator, a denúncia carece de elementos concretos que apontem crimes cometidos por Gonet. Sanseverino destacou que mensagens isoladas não devem ser interpretadas fora de contexto.
O subprocurador também afastou a tese de amizade íntima entre o investigado e o procurador. Segundo o relatório, não há registros de comunicação direta entre ambos que justifiquem os questionamentos do partido opositor.

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