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Segunda-feira, 14 de Setembro 2026
Defesa de Flávio Bolsonaro tenta mudar relator do caso Dark Horse no STF
Justiça

Defesa de Flávio Bolsonaro tenta mudar relator do caso Dark Horse no STF

Advogados questionaram atribuição de Flávio Dino e pediram envio das apurações sobre emendas parlamentares a André Mendonça.

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes no Supremo Tribunal Federal (STF), entre julho e agosto, transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça as apurações do caso Dark Horse, que investiga o uso de emendas parlamentares na produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com o fim do sigilo de processos ligados ao Banco Master, revelou-se que o parlamentar é investigado por supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no financiamento da cinebiografia.

Os requerimentos foram submetidos entre 3 e 29 de julho deste ano, com duas petições direcionadas ao presidente da Corte, Edson Fachin, e duas encaminhadas ao próprio ministro Dino.

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Argumentos da defesa pela relatoria

Os advogados argumentaram que Mendonça deveria centralizar o processo por já ser relator de procedimentos envolvendo o financiamento concedido por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Vale destacar que André Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

Nas petições, a defesa alegou a existência de uma "prevenção artificial" para manter Dino na relatoria e afirmou que o caso foi vinculado indevidamente à ADPF 854, ação sobre o orçamento secreto sem relação com apurações criminais de obras audiovisuais.

Segundo os juristas, cinco das seis apurações abertas sobre a obra já estavam sob a condução de Mendonça, restando apenas um procedimento sob a responsabilidade de Dino.

Frentes de investigação e operações da PF

As investigações sobre o filme abrangem repasses de R$ 62,8 milhões atribuídos a Vorcaro, suspeitas de custeio de despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA e o direcionamento de verbas parlamentares. O senador afirma publicamente que não houve verba pública no filme.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão autorizados por Flávio Dino. Entre os alvos estavam o ex-secretário Mario Frias e Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up.

A Polícia Federal apura crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e fraude licitatória, identificando movimentações financeiras milionárias entre empresas ligadas ao esquema.

Conexão com o Banco Master

Documentos cujo sigilo foi levantado revelam contratos da Go Up com cláusulas de confidencialidade e multas de R$ 1 milhão, além de mensagens sobre o financiamento da produção.

Embora a defesa alegue a necessidade de evitar decisões conflitantes ao manter o caso com Mendonça, as decisões recentes mantiveram a apuração do uso de emendas parlamentares sob a condução de Flávio Dino.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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