Um grupo formado por ex-ministros de Estado, economistas e lideranças da sociedade civil divulgou uma carta aberta neste domingo (13) em apoio a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, no ápice da crise no STF. O manifesto defende a condução firme do ministro e a apuração imparcial de denúncias recentes para resguardar a democracia brasileira.
No documento, os signatários destacam que a responsabilização de agentes públicos que tenham violado a lei ou a dignidade de suas funções é indispensável. Segundo o texto, a transparência nos processos é fundamental para restabelecer a confiança popular nas instituições democráticas.
Além de respaldar a atuação de Fachin, a carta propõe reformas institucionais profundas. O objetivo é evitar conflitos de interesse, assegurar julgamentos imparciais, fortalecer decisões colegiadas e ampliar a fiscalização social sobre a conduta dos integrantes da Corte Suprema.
Entre as personalidades que assinam o manifesto estão os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo, além do economista Pérsio Árida e do jornalista Eugênio Bucci.
Conflitos internos e desdobramentos no plenário
A instabilidade no tribunal intensificou-se após a divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusação de fraudes financeiras. Em reação, Moraes atribuiu a André Mendonça condutas relativas a abuso de autoridade e improbidade no inquérito das Fake News.
Diante do embate público entre os magistrados, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News, buscando conter os danos institucionais e reordenar a condução das investigações no tribunal.
O plenário do STF realiza nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária pública para deliberar sobre a abertura de investigação a respeito da conduta de Moraes. Já a análise sobre as acusações contra Mendonça está prevista para o dia 23 de setembro.
Manifesto reforça defesa da ordem constitucional
Endereçado a Edson Fachin em 13 de setembro de 2026, o documento reafirma a necessidade de seguir o devido processo legal. Os signatários alertam que o Supremo não pode permitir que sua jurisdição seja capturada por interesses pessoais, políticos ou econômicos que ameacem a ordem constitucional.

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