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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
Diretores colocam cargos à disposição após crise na PF e afastamento de cúpula
Justiça

Diretores colocam cargos à disposição após crise na PF e afastamento de cúpula

Decisão do ministro André Mendonça, do STF, motivou manifesto coletivo de apoio a Andrei Rodrigues; julgamento na corte foi suspenso.

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Na terça-feira (8), onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição em protesto contra o afastamento do diretor-geral, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada, intensificando a crise na PF. A decisão de suspender a cúpula partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a acusação de monitoramento ilegal contra o magistrado.

Os delegados federais entregaram seus postos ao diretor-geral interino, William Marcel Murad, por meio de uma carta coletiva de solidariedade. No documento, o grupo classificou as acusações como infundadas e motivadas por interesses político-eleitorais, defendendo a trajetória técnica e isenta de Rodrigues à frente da corporação.

Suposto monitoramento motivou decisão de Mendonça

O afastamento preventivo determinado por Mendonça baseia-se em relatórios internos que apontam um suposto monitoramento clandestino contra o ministro durante o mês de agosto. Segundo as investigações, ao menos seis documentos foram produzidos pela área de inteligência da corporação nesse período, o que motivou a medida drástica do magistrado.

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Em nota oficial, os diretores repudiaram veementemente as suspeitas de atuação não republicana. Eles argumentaram que os ataques desprovidos de provas ferem a credibilidade da instituição e que a entrega dos cargos visa resguardar a autonomia técnica e o Estado Democrático de Direito diante de interferências externas.

Julgamento no STF é travado por pedido de vista

A medida liminar de Mendonça foi levada a julgamento virtual na Segunda Turma do STF. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques votaram para confirmar o afastamento de Andrei Rodrigues, formando maioria provisória de três votos. No entanto, o julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Com a interrupção provocada por Mendes, o desfecho do caso segue sem data definida. O ministro Dias Toffoli é o único integrante do colegiado que ainda não apresentou seu posicionamento sobre a permanência do diretor-geral afastado.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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