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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
Volume de dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões em julho
Economia

Volume de dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões em julho

Banco Central indica que 23,57 milhões de pessoas físicas e 2,19 milhões de empresas têm saldos disponíveis para resgate no sistema financeiro.

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O montante total de dinheiro esquecido em instituições financeiras atingiu R$ 5,65 bilhões no mês de julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O crescimento representa uma alta em comparação a junho, quando o saldo acumulado era de R$ 5,12 bilhões, impulsionado por novos valores não reclamados por clientes.

Do saldo global disponível para saque, cerca de R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Por sua vez, aproximadamente 2,19 milhões de pessoas jurídicas possuem R$ 1,40 bilhão pendentes de resgate.

Os recursos podem ser verificados sem custos por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), gerenciado pelo BC. O serviço abrange quantias retidas em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, financeiras e instituições de pagamento.

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Distribuição das faixas de valores

Embora a cifra total seja bilionária, a maioria dos cidadãos tem direito a resgates de pequeno valor. Os dados do Banco Central mostram a distribuição dos saldos disponíveis:

• 69,45% dos beneficiários possuem entre R$ 0,01 e R$ 10;

• 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;

• 9,35% contam com valores entre R$ 100,01 e R$ 1.000;

• Apenas 2,22% detêm quantias superiores a R$ 1.000.

A origem dessas quantias envolve desde contas bancárias encerradas com saldo até cobranças indevidas de tarifas, cotas de cooperativas e sobras de consórcios finalizados.

Instituições com maior volume retido

A maior parte dos recursos esquecidos permanece sob custódia dos bancos comerciais, seguidos por consórcios e cooperativas de crédito:

• Bancos: R$ 2,38 bilhões;

• Consórcios: R$ 1,96 bilhão;

• Cooperativas: R$ 762,7 milhões;

• Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;

• Financeiras: R$ 114,6 milhões;

• Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;

• Outras entidades: R$ 4,5 milhões.

Balanço das devoluções do BC

Desde a implementação do SVR, o Banco Central já intermediou a devolução de mais de R$ 16 bilhões. Deste total, R$ 11,9 bilhões foram entregues a pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões retornaram para empresas.

Considerando o montante já pago e o saldo pendente, o sistema identificou um total de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber. Apenas em julho, o volume resgatado pelos correntistas somou R$ 323 milhões.

Uso de recursos pelo programa Desenrola

Nos meses anteriores, a oscilação do saldo ocorreu porque o governo federal destinou valores não reclamados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO). Essa medida visava prover garantias a programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola. Contudo, em julho, o estoque acumulado voltou a registrar expansão.

Passo a passo para consultar e resgatar

A verificação deve ser feita no site oficial do SVR. Para pessoas físicas, exige-se CPF e data de nascimento; para pessoas jurídicas, CNPJ e dados cadastrais. O resgate exige conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.

O procedimento para solicitar a devolução é o seguinte:

• Acessar a página oficial do Sistema de Valores a Receber;

• Preencher os dados solicitados (CPF ou CNPJ);

• Fazer login com a conta Gov.br (prata ou ouro);

• Aceitar o termo de responsabilidade;

• Verificar a quantia e a instituição pagadora;

• Confirmar o pedido de transferência.

Se houver a funcionalidade "Solicitar por aqui", o envio pode ser feito via Pix. Caso contrário, o usuário deve contatar diretamente a instituição financeira informada.

Resgate automático e prevenção contra golpes

Desde maio de 2025, o sistema disponibilizou a opção de resgate automático para pessoas físicas com chave Pix do CPF e autenticação em duas etapas no Gov.br.

O Banco Central reforça que a consulta é totalmente gratuita e adverte contra fraudes. O órgão não envia links, não solicita senhas por mensagens e nunca cobra taxas para a liberação dos recursos.

Consultas sobre pessoas falecidas são permitidas exclusivamente a herdeiros, inventariantes ou representantes legais devidamente comprovados.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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