O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, nesta segunda-feira (14), que acionará a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater a circulação de desinformação ligada à Pesquisa Nacional de Saúde. O órgão tomou a decisão jurídica para identificar os responsáveis por boatos virtuais que têm prejudicado o trabalho de campo das equipes em todo o país.
As publicações falsas espalhadas em redes sociais alegavam incorretamente que o estudo visava criar um "banco de DNA estatal". O IBGE repudiou a afirmação, explicando que as amostras biológicas de sangue e urina são utilizadas exclusivamente para analisar indicadores como glicose, colesterol e creatinina, sendo descartadas após as análises.
Importância da medição para a saúde pública
Desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde, o levantamento fornece dados cruciais para fundamentar políticas públicas. O instituto esclareceu que as informações coletadas ajudam no planejamento de serviços, na organização de campanhas de vacinação e em iniciativas de promoção da alimentação saudável.
Esta representa a terceira edição do estudo nacional, iniciado em julho. A meta dos recenseadores é visitar cerca de 140 mil residências até o final de novembro para mapear os hábitos de vida e o acesso da população aos serviços sanitários.
Durante as visitas domiciliares, os agentes realizam a medição de peso, altura e pressão arterial de parte dos entrevistados. Além disso, a coleta de sangue e urina abrangerá de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, conduzida por profissionais qualificados.
Ao destacar a relevância da colaboração popular, o órgão reforçou que a resposta aos questionários não é apenas uma participação individual, mas uma contribuição para que o Brasil planeje cuidados de saúde alinhados às reais necessidades dos brasileiros.

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