A Polícia Federal cancelou os documentos de viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira. A sanção foi aplicada porque o parlamentar desrespeitou a determinação da Justiça para entregar os itens, embora não haja registro oficial de saída dele do território nacional até o momento.
Com o descumprimento da ordem, a corporação informou que irá comunicar formalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes sobre a situação.
A anulação dos passaportes de Flávio Bolsonaro acontece em meio a suspeitas de que ele teria cruzado a fronteira rumo à Argentina utilizando apenas um documento de identidade. O objetivo seria embarcar em um jato executivo com destino final nos Estados Unidos.
As apurações ganharam repercussão após uma reportagem do site argentino Infobae indicar que o senador estaria em Puerto Iguazú. De lá, a viagem continuaria em uma aeronave modelo Gulfstream G400, ligada à empresa Baires Fly S.A.
Contudo, autoridades da Casa Rosada apontaram que não constam registros formais sobre a entrada do político no país vizinho.
Atualmente, o parlamentar é alvo de duas investigações no STF. Uma delas apura suposta lavagem de dinheiro via apostas online, enquanto a outra analisa o financiamento de uma produção cinematográfica.
Situação de familiares e cenário político
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos, mesmo tendo um mandado de prisão pendente no Brasil. Ele havia sugerido anteriormente que o irmão deixasse o país caso o resultado das urnas fosse desfavorável.
O ex-deputado foi condenado à prisão por atuar politicamente no exterior contra autoridades brasileiras.
Em paralelo aos desdobramentos judiciais, o Partido Liberal reconheceu publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2026, consolidando o resultado do pleito.

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