O Dia de Finados levou milhares de pessoas ao Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para prestar homenagens a entes queridos nesta data marcada por forte emoção, lembranças e rituais de saudade.
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu cedo de Cidade Ocidental, em Goiás, para cumprir uma rotina que mantém há 32 anos. Ela limpou a lápide da família e relembrou histórias.
“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles”, explicou a aposentada, que perdeu familiares próximos.
A área mais antiga abriga túmulos variados, enquanto a ala nova apresenta padronização com placas e candelabros. Neusa Maria Nora aproveitou a visita para refletir sobre a finitude humana.
“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar”, afirmou após rezar pelos sogros.
Marcelo Oliveira também esteve no local com flores para o pai. Acompanhado da mãe e da irmã, ele destacou que a visita é um momento essencial para deixar as memórias aflorarem.
Tradição secular
A tradição de homenagear os mortos em 2 de novembro chegou ao país com os colonizadores portugueses. A data foi instituída pelo monge beneditino Odilo de Cluny no ano 998.
Embora tenha origem católica, a data é observada por protestantes e religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, que cultuam os ancestrais.
O feriado nacional no Brasil foi oficializado apenas em dezembro de 2002, por meio de lei federal que consolidou a data no calendário oficial do país.

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