A recém-lançada campanha vote segura, promovida pela Rede Justiça Criminal, busca combater os altos índices de violência ao focar na proteção feminina. Dados recentes apontam milhares de vítimas fatais no país, evidenciando uma média alarmante de mulheres assassinadas diariamente por questões de gênero, além de vários casos de tentativas.
Para enfrentar essa realidade, a iniciativa desenvolveu um guia prático direcionado a futuros legisladores. O material serve para subsidiar projetos de lei, fiscalizações e a criação de programas de mandato focados na redução drástica dos crimes contra as mulheres, que formam a maior parte da população brasileira.
O documento oficial preparado pela entidade enumera exatamente onze diretrizes essenciais para guiar a atuação dos políticos eleitos no Congresso Nacional. Entre os pontos centrais, destacam-se a priorização da prevenção e a criação de políticas públicas perenes.
As recomendações incluem:
- priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
- estruturar políticas públicas permanentes;
- fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
- promover a integração entre diferentes políticas públicas;
- basear decisões em evidências e dados confiáveis;
- incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
- fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
- estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
- adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
- produzir impactos mensuráveis;
- evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
Janine Salles de Carvalho, coordenadora executiva da organização, aponta que o medo constante altera a rotina diária das cidadãs. Ela reforça que a insegurança não deve ser usada apenas como palanque eleitoral, exigindo ações estruturais em vez de apostas rasas em encarceramento.

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