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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Você sabia? Em 1984, uma enchente levou uma vila inteira água abaixo
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Você sabia? Em 1984, uma enchente levou uma vila inteira água abaixo

Relembre o dia em que Jaguari construiu 100 casas em um único dia

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Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.
Enquanto Jaguari vive novamente um momento de reconstrução, com a construção de 45 novas unidades habitacionais para famílias atingidas pelos eventos climáticos, uma história do passado chama a atenção e mostra que a busca por moradia após uma enchente não é algo novo no município.

Você sabia que Jaguari já teve uma vila praticamente levada pelas águas do Rio Jaguari?

Na década de 1980, existia na parte baixa da cidade a Vila Carlos Callegaro, uma homenagem ao ex-prefeito que administrou Jaguari entre 1960 e 1964. A comunidade ficava nas proximidades da Ponte Seca e da Rua Dante Sesti, justamente na região que atualmente dá acesso ao Bairro Consolata.

Em maio de 1984, Jaguari enfrentou uma das maiores enchentes de sua história. O Rio Jaguari ultrapassou os 14 metros acima do nível normal e a força das águas atingiu duramente as áreas mais baixas da cidade. A Vila Carlos Callegaro praticamente desapareceu.

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Grande parte das casas era construída de madeira e não resistiu à força da correnteza. Muitas foram destruídas ou simplesmente carregadas pelas águas, deixando dezenas de famílias sem suas moradias. Mas, diante da destruição, surgiu também uma mobilização que marcou a história de Jaguari.

Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
UM DIA PARA RECOMEÇAR

Recortes de jornais da época mostram que, poucos dias depois da enchente, houve uma grande mobilização envolvendo o poder público e a comunidade local e regional. O resultado impressiona até hoje: aproximadamente 100 casas teriam sido construídas em um único dia para atender famílias que haviam perdido suas moradias.

Foi a partir daquele movimento de reconstrução que surgiu o Bairro Consolata, que passou a abrigar famílias atingidas pela enchente. Quarenta e dois anos depois, a história guarda uma curiosa semelhança com o momento atual.

Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
DAS CASAS DE 1984 ÀS CASAS DE 2026

Em 1984, a resposta à tragédia foi marcada pela mobilização da comunidade e pela construção de novas moradias para quem havia perdido tudo. Agora, em 2026, Jaguari novamente trabalha na construção de um novo capítulo dessa história.

Por meio do Programa Habitacional de Jaguari, estão previstas 45 unidades habitacionais, com investimento estimado em R$ 10 milhões. O valor contempla não apenas a construção das casas, mas também a infraestrutura completa do loteamento, incluindo redes de água, esgoto e energia elétrica.

A iniciativa faz parte do Missão Reconstruir Jaguari 2.0 e tem como público prioritário, nesta primeira etapa, famílias atingidas pelos eventos climáticos que atendam aos critérios do programa A Casa é Sua – Calamidade. As inscrições seguem abertas até 30 de setembro.

A comparação entre os dois momentos também revela como mudou a forma de construir e planejar a habitação. Se em 1984 a urgência exigiu uma mobilização para erguer dezenas de casas em um único dia, hoje o processo envolve projetos, critérios de seleção, infraestrutura urbana, redes de serviços e planejamento habitacional.

Mudaram as casas, mudaram as técnicas de construção e mudou a estrutura dos programas públicos. Mas uma coisa permanece: depois de uma grande enchente, reconstruir significa também devolver às famílias o direito de ter um lugar para chamar de lar.

E talvez essa seja uma das curiosidades mais marcantes da história recente de Jaguari: o Bairro Consolata nasceu justamente de uma grande tragédia climática e, décadas depois, o município volta a discutir a construção de novas moradias para famílias afetadas pelas águas.

De 1984 a 2026, as casas mudaram. A necessidade de recomeçar, não.

Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Foto: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Fotos: Acervo Museu Municipal - Jose Manoel de Siqueira Couto.
Felipe Domingos

Publicado por:

Felipe Domingos

Sou Luis Felipe Domingos, comunicador, jornalista e fotógrafo de Jaguari. Atuo na comunicação desde 2010, com experiência em rádio, jornalismo e comunicação institucional. Atualmente, trabalho na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jaguari e...

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