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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
CASO RECORRENTE: QUEM SERÁ O PRÓXIMO?
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CASO RECORRENTE: QUEM SERÁ O PRÓXIMO?

Em 2019, o serralheiro jaguariense Valmor Anibale também teve sua oficina fechada por determinação judicial após denúncias relacionadas ao barulho. Hoje, em outro endereço, ele relembra um dos períodos mais difíceis de seus mais de 30 anos de profissão.

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Foto: Portal G+.
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A discussão envolvendo empresas e estabelecimentos que desenvolvem atividades na área central de Jaguari não é recente. O caso que atualmente envolve a Zatur Terraplanagem encontra um episódio semelhante ocorrido em 2019, quando o serralheiro Valmor Anibale teve sua oficina interditada por determinação judicial.

Na época, Valmor mantinha a oficina em anexo à própria residência e trabalhava no ramo de serralheria havia décadas. Após denúncias relacionadas ao barulho provocado pela atividade, o estabelecimento permaneceu fechado por 36 dias, impedindo o profissional de exercer seu trabalho.

O período, segundo ele, foi marcado por muita angústia e incerteza. “Eu cheguei a procurar atendimento médico, porque não sabia mais o que fazer. É angustiante querer e não poder trabalhar”, relembra Valmor.

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Foto: Portal G+.
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UM DOS PERÍODOS MAIS DIFÍCEIS

Com mais de 30 anos dedicados à serralheria, Valmor afirma que aquele foi o momento mais difícil enfrentado ao longo de sua trajetória profissional. Sem poder trabalhar normalmente, precisou encontrar alternativas para manter sua atividade.

Mesmo após a autorização para reabrir a oficina, as dificuldades continuaram. Segundo ele, por um período precisou trabalhar de maneira discreta, até que, aproximadamente 60 dias depois, conseguiu transferir definitivamente a oficina para outro endereço.

Foi então que se mudou para a Rua Júlio de Castilhos, onde permanece trabalhando até hoje.

DE VOLTA AO TRABALHO

Atualmente, Valmor conseguiu reorganizar sua atividade e seguir em frente. A mudança de endereço representou uma nova etapa profissional, mas as lembranças daquele período permanecem.

O caso também chama a atenção para uma questão que volta ao debate em Jaguari: como conciliar o funcionamento de empresas e atividades profissionais na região central da cidade com o restante da população?

O episódio envolvendo a Zatur reacende uma discussão que o município já enfrentou no passado e levanta uma pergunta que começa a circular entre empresários e trabalhadores: se a situação já aconteceu antes, quem poderá ser o próximo?

A reportagem do Portal G+ seguirá acompanhando o caso e ouvindo os diferentes envolvidos, buscando apresentar à comunidade os fatos e os possíveis impactos das decisões sobre empresas e atividades instaladas na área central de Jaguari.

Portal G+

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