A discussão envolvendo empresas e estabelecimentos que desenvolvem atividades na área central de Jaguari não é recente. O caso que atualmente envolve a Zatur Terraplanagem encontra um episódio semelhante ocorrido em 2019, quando o serralheiro Valmor Anibale teve sua oficina interditada por determinação judicial.
Na época, Valmor mantinha a oficina em anexo à própria residência e trabalhava no ramo de serralheria havia décadas. Após denúncias relacionadas ao barulho provocado pela atividade, o estabelecimento permaneceu fechado por 36 dias, impedindo o profissional de exercer seu trabalho.
O período, segundo ele, foi marcado por muita angústia e incerteza. “Eu cheguei a procurar atendimento médico, porque não sabia mais o que fazer. É angustiante querer e não poder trabalhar”, relembra Valmor.
UM DOS PERÍODOS MAIS DIFÍCEIS
Com mais de 30 anos dedicados à serralheria, Valmor afirma que aquele foi o momento mais difícil enfrentado ao longo de sua trajetória profissional. Sem poder trabalhar normalmente, precisou encontrar alternativas para manter sua atividade.
Mesmo após a autorização para reabrir a oficina, as dificuldades continuaram. Segundo ele, por um período precisou trabalhar de maneira discreta, até que, aproximadamente 60 dias depois, conseguiu transferir definitivamente a oficina para outro endereço.
Foi então que se mudou para a Rua Júlio de Castilhos, onde permanece trabalhando até hoje.
DE VOLTA AO TRABALHO
Atualmente, Valmor conseguiu reorganizar sua atividade e seguir em frente. A mudança de endereço representou uma nova etapa profissional, mas as lembranças daquele período permanecem.
O caso também chama a atenção para uma questão que volta ao debate em Jaguari: como conciliar o funcionamento de empresas e atividades profissionais na região central da cidade com o restante da população?
O episódio envolvendo a Zatur reacende uma discussão que o município já enfrentou no passado e levanta uma pergunta que começa a circular entre empresários e trabalhadores: se a situação já aconteceu antes, quem poderá ser o próximo?
A reportagem do Portal G+ seguirá acompanhando o caso e ouvindo os diferentes envolvidos, buscando apresentar à comunidade os fatos e os possíveis impactos das decisões sobre empresas e atividades instaladas na área central de Jaguari.
