O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, exigindo a transparência total nas investigações do caso Master. Moraes alega que houve uma "escolha seletiva" por parte do relator do processo, ministro André Mendonça, na divulgação de documentos sigilosos.
No documento, Moraes solicita a derrubada completa do sigilo de todas as peças que integram a Operação Compliance Zero. A ação policial investiga um suposto esquema de corrupção ativa de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias. Os crimes teriam a participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.
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A manifestação ocorre após o relator André Mendonça liberar, na noite de quinta-feira (10), o acesso a apenas 15 procedimentos investigativos. Essa liberação parcial atendeu a um pedido do próprio Fachin, em meio a um cenário de forte tensão institucional nos bastidores do STF.
O presidente do STF havia solicitado que Mendonça tornasse públicos todos os arquivos do caso, exceto aqueles estritamente necessários para a eficácia de diligências em andamento. Contudo, segundo a reclamação de Moraes, a determinação não foi cumprida integralmente.
Moraes argumenta que Mendonça manteve o sigilo de 180 documentos cruciais com base em critérios puramente subjetivos. Para o ministro, essa ocultação parcial de provas prejudica a avaliação técnica e jurídica por parte dos demais integrantes do tribunal.

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