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Domingo, 01 de Novembro 2026
Daniel Vidal: menino cego que abraçou Lula sonha em ser presidente
Direitos Humanos

Daniel Vidal: menino cego que abraçou Lula sonha em ser presidente

Estudante de 13 anos encontrou o presidente para agradecer por políticas públicas e defendeu mais inclusão e acessibilidade no Brasil.

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Durante um encontro emocionante com o presidente Lula, o estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, aproveitou para agradecer por políticas públicas e revelar seu grande sonho: tornar-se mandatário do país no futuro. O jovem teve um momento de 50 segundos para abraçar o petista durante as comemorações de seu aniversário de 81 anos.

“Queria dizer a ele que quero ser presidente também”, declarou o garoto. Acompanhado pelo pai, o bancário Fernando Moura, o estudante esteve nos arredores do Palácio da Alvorada e não pensou duas vezes em trocar a aula de futebol pela homenagem.

Diagnosticado com Amaurose Congênita de Leber aos dois meses de vida, Daniel possui menos de 5% de visão. No entanto, a deficiência nunca foi um obstáculo para sua curiosidade intelectual e engajamento social.

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Acessibilidade e inclusão

Vestindo a mesma camisa da seleção brasileira com o número 13 que usava no dia do abraço histórico, o jovem defendeu melhorias estruturais urgentes para o país. Ele destacou que a falta de rampas, elevadores e pisos táteis adequados dificulta a rotina de quem tem mobilidade reduzida.

“Se eu tivesse 10 minutos com o presidente, falaria mais das políticas públicas. Eu daria uma sugestão também de um ministério exclusivo para as pessoas com deficiência”, afirmou em entrevista.

Estímulo familiar e visão crítica

Com apoio dos pais Raquel Vidal e Fernando Moura, o adolescente desenvolveu desde cedo o hábito da leitura e o interesse por geopolítica e economia. Ele acompanha temas como a redução da desigualdade e celebra conquistas recentes do país.

“O que mais me chamou a atenção, nos últimos anos, é que o Brasil saiu do Mapa da Fome. A taxa de desemprego é a menor desde 2015”, pontuou o estudante.

Combate aos preconceitos

Em casa, o debate sobre direitos humanos é constante. A família reforça a importância de combater o capacitismo, o racismo e qualquer forma de discriminação, preparando o jovem para enfrentar barreiras sociais.

Por fim, Daniel deixa um recado sobre o papel da juventude na sociedade: “O Brasil precisa dos jovens. O país vai crescer se os jovens estiverem interessados nisso”.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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