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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
Entidades denunciam o crescimento da violência política de gênero no Brasil
Política

Entidades denunciam o crescimento da violência política de gênero no Brasil

Dados oficiais do TSE apontam que processos judiciais sobre esse tipo de crime dispararam onze vezes ao longo de quatro anos.

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A violência política de gênero tem registrado um avanço expressivo no país, especialmente durante os períodos eleitorais. Levantamentos recentes do Tribunal Superior Eleitoral indicam que, entre 2022 e 2024, a quantidade de processos judiciais associados a essa prática criminosa disparou onze vezes.

Em Pernambuco, uma parlamentar estadual precisou de atendimento hospitalar após ser atingida por uma pedra em agenda de campanha. No Espírito Santo, criminosos arremessaram um explosivo contra o grupo de apoio de uma postulante à Câmara dos Deputados.

Outros episódios graves ocorreram em Minas Gerais, onde uma candidata sofreu ameaças virtuais de estupro e teve informações de parentes vazadas. Já no Rio de Janeiro, o aviso foi de morte, com menção direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

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Diante desse cenário alarmante, organizações da sociedade civil compilaram os relatos em um dossiê formal. O documento foi entregue diretamente ao TSE com solicitações urgentes de providências estatais.

Estratégias de enfrentamento

Gisele Barbiere, coordenadora da organização Terra de Direitos, aponta que combater o problema exige a punição rigorosa dos culpados. Segundo ela, a impunidade estimula novos ataques.

A articulação com empresas de tecnologia e ações educativas para orientar as vítimas também figuram entre as medidas essenciais defendidas pelos movimentos sociais.

Larissa Amorim, do Instituto Marielle Franco, alerta que tais agressões ferem o sistema democrático. Para ela, ameaçar familiares ou vazar dados compromete o próprio exercício dos mandatos.

O impacto sobre mulheres negras

Pesquisa divulgada pelo Instituto Marielle Franco revela que o problema afeta as candidatas de maneira desigual. O levantamento mapeou 77 ocorrências entre 2021 e 2025, apontando que 87% das vítimas eram mulheres negras.

Especialistas reforçam a necessidade de atualizar a legislação vigente para incluir o recorte racial, garantindo maior eficácia na proteção estatal a esses grupos vulneráveis.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcelo Camargo/Agência Brasil

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