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Domingo, 01 de Novembro 2026
Intolerância política afeta estudantes em escolas e faculdades pelo país
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Intolerância política afeta estudantes em escolas e faculdades pelo país

Agressões físicas, verbais e humilhações públicas atingem desde alunos do ensino fundamental até universitários após a votação.

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Episódios de intolerância política vêm sendo registrados em diversas instituições de ensino e ambientes comunitários pelo Brasil após a votação presidencial, atingindo crianças e jovens com agressões verbais, físicas e perseguições motivadas por posicionamentos partidários.

Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo veiculado em redes sociais flagrou dois estudantes de 15 anos usando a bandeira do Brasil para agredir colegas vestidos de vermelho. A autora da filmagem relatou que os agressores também dispararam ofensas verbais e críticas ao programa Bolsa Família.

Paralelamente, no Distrito Federal, um jovem de 16 anos precisou mudar de colégio após passar a ser perseguido no ambiente escolar por ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro. Relatos semelhantes têm se multiplicado em ambientes educacionais em todo o país.

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Na cidade de Araguari, em Minas Gerais, estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra colegas bolsistas que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva e alunos que vendem doces para cobrir custos de estudo.

Diante do ocorrido, a direção da Imepac divulgou uma nota oficial repudiando "qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconômica".

Hostilidade ultrapassa o ambiente escolar

A polarização também tem atingido crianças fora das salas de aula. Em Fortaleza, a influenciadora digital Valéria Diniz gerou forte repercussão ao publicar um vídeo recusando-se a comprar doces de Matheus, um garoto autista de 9 anos que trabalha para ajudar a avó na periferia da capital cearense.

Ao saber que a família do menino havia votado em Lula, a influenciadora e suas amigas riram da criança e pediram que ele fizesse o gesto do "L" para expô-lo nas redes sociais. Valéria havia declarado voto em Flávio Bolsonaro.

Após a divulgação e condenação pública das imagens, um grupo de motociclistas e centenas de internautas se mobilizaram para prestar apoio financeiro e solidariedade à família de Matheus.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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