O Plano de governo da UP, registrado no Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2026, propõe transformações profundas na economia do Brasil, com destaque para a dobradinha do salário mínimo e a criação da jornada de trabalho 4x3. Liderada pela candidata a presidente Samara Martins, a chapa 100% feminina defende superar o modelo capitalista atual.
A postulação da Unidade Popular conta com a cirurgiã-dentista Samara Martins como cabeça de chapa e a guarda portuária Raquel Brício na vice-presidência. O documento programático de 67 páginas argumenta que as desigualdades do país decorrem de um sistema que prioriza lucros em detrimento das necessidades populares.
Trabalho e valorização do salário
No eixo trabalhista, o partido advoga por um reajuste imediato de 100% no valor do salário mínimo, que passaria dos atuais R$ 1.621 para R$ 3.242. Além disso, a proposta extingue a escala 6x1 em favor da escala 4x3 e busca assegurar o pleno emprego para a população adulta.
Medidas econômicas e estatizações
Em relação às finanças públicas, o texto sugere suspender o pagamento da dívida pública e realizar uma auditoria cidadã, liberando cerca de R$ 2 trilhões para investimentos sociais. O projeto prevê ainda a estatização do sistema financeiro, com a criação de um banco único sob controle dos trabalhadores.
A plataforma defende também o fim da autonomia do Banco Central e a reestatização de grandes empresas privatizadas, como Petrobras, Eletrobras e Vale. O objetivo é garantir controle estatal pleno sobre setores estratégicos como mineração, energia e combustíveis, revogando concessões de portos, aeroportos e rodovias.
Na área tributária, a proposta isenta trabalhadores do Imposto de Renda e elimina taxas sobre a cesta básica, compensando a arrecadação com a cobrança progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários.
Direitos humanos, segurança e cultura
O programa inclui propostas de igualdade salarial entre gêneros, legalização do aborto, ampla reforma agrária com a nacionalização da terra e demarcação de territórios indígenas e quilombolas. Na segurança pública, o plano defende a desmilitarização das polícias e a eleição direta para magistrados do Judiciário.
Por fim, na comunicação e na cultura, a candidatura propõe a estatização dos monopólios de comunicação, apoio à imprensa comunitária e a nacionalização de grandes gravadoras e produtoras de cinema.

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