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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF
Justiça

Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da PF

Julgamento foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes, mas liminar de André Mendonça continua valendo.

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A Segunda Turma do STF formou maioria nesta terça-feira (8) para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.

A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar de Mendonça segue em vigor no tribunal.

O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes logo no início da sessão extraordinária da Segunda Turma, convocada para analisar o caso.

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Pouco depois, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a medida de Mendonça. Com isso, formou-se maioria de três votos no colegiado.

O ministro Dias Toffoli também compõe o grupo. A sessão ocorreu horas após Mendonça determinar o afastamento de Rodrigues e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

Entenda o caso

A medida cautelar atendeu a um pedido formal apresentado pelo partido Novo. O relator justificou a decisão alegando ter sido monitorado de forma ilegal em agosto.

Segundo a argumentação, foram produzidos ao menos seis relatórios de inteligência ocultos contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O caso ganhou repercussão após o ministro Alexandre de Moraes tornar público um dos relatórios. O documento apontava supostos abusos de autoridade na condução da Operação Compliance Zero.

A investigação apura fraudes financeiras e corrupção envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A divulgação ocorreu depois que Mendonça tornou públicas mensagens do celular apreendido de Vorcaro, que indicariam proximidade entre o ex-banqueiro e Moraes.

Nas conversas, Vorcaro aparenta buscar informações sobre operações policiais. O ministro Alexandre de Moraes nega veementemente qualquer tipo de contato com o investigado.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil

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