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Terça-feira, 15 de Setembro 2026
Zanin defende avaliar conduta de Mendonça antes de abrir investigação no STF
Justiça

Zanin defende avaliar conduta de Mendonça antes de abrir investigação no STF

Ministro votou para acolher a questão de ordem de Gilmar Mendes que pede para analisar atos do antigo relator no mesmo julgamento.

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (15) que qualquer investigação no STF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes só deve ocorrer após a análise sobre a conduta do ministro André Mendonça. O julgamento analisa a inclusão de apurações contra o antigo relator do caso do Banco Master antes de avançar sobre Moraes.

A manifestação atende à questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que solicitou a análise conjunta das supostas irregularidades de Mendonça. Ao se dirigir ao presidente da Corte, Edson Fachin, Zanin argumentou que as duas controvérsias possuem ligação direta e exigem resolução prévia.

De acordo com Zanin, decidir sobre o início de um processo sem definir antes a suspeição do antigo relator seria uma inversão lógica dos atos processuais. O ministro enfatizou que o reconhecimento da suspeição pode trazer fortes consequências jurídicas para todo o andamento do caso.

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Embora Edson Fachin defenda o julgamento dos ministros em datas separadas, a proposta de análise unificada já conta com o apoio de Flávio Dino, Cristiano Zanin e do próprio Alexandre de Moraes. Dino observou que falta clareza no rito estabelecido para a sessão.

Entenda o caso

A crise no tribunal se intensificou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) citando Moraes. Diante do ato, a Procuradoria-Geral da República (PGR), representada por Paulo Gonet, solicitou a anulação das medidas por falta de comunicação prévia ao plenário.

O documento da PF inclui 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. Os textos mencionam contatos institucionais e um contrato com o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. A defesa do magistrado nega irregularidades e classifica o relatório como inconstitucional.

Reação institucional

Em resposta às acusações, Moraes divulgou outro documento atribuído à PF, no qual se sugere que Mendonça teria direcionado a Operação Compliance Zero contra opositores. O material não possui assinatura ou timbre oficial da corporação.

Diante do impasse, Moraes pediu a abertura de apuração contra Mendonça por suposto abuso de autoridade. O presidente Edson Fachin marcou a análise desse pedido específico para o dia 23 de setembro.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Gustavo Moreno/STF

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