O Brasil alcançou a marca inédita de 35% de empreendedores com registro no CNPJ no ano passado, totalizando 10,7 milhões de pessoas formalizadas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante o ano de 2025, o país registrou 103 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 30,6 milhões atuavam como empreendedoras, abrangendo tanto empregadores quanto autônomos. No entanto, cerca de 20 milhões desses profissionais ainda operavam sem o documento empresarial.
As informações detalhadas integram uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua. A série histórica do levantamento teve início em 2012.
Evolução histórica da formalização
No início da série, em 2012, apenas 24% dos trabalhadores por conta própria ou empregadores possuíam a inscrição jurídica. A proporção avançou gradualmente ao longo dos anos, superando patamares anteriores e refletindo mudanças no perfil do mercado de trabalho brasileiro.
A posse do documento garante diversas vantagens operacionais. Entre os benefícios estão a emissão de notas fiscais, facilidades de crédito e suporte bancário, além de salvaguardas previdenciárias essenciais.
Impacto da escolaridade nos negócios
Segundo o IBGE, a taxa de registro formal possui forte correlação com o nível de instrução. Profissionais com ensino superior completo registraram, pela primeira vez, mais da metade de sua categoria formalizada.
Programas de desburocratização, a exemplo do modelo de Microempreendedor Individual, desempenham papel central nessa expansão. A facilidade para abertura de contas bancárias e recebimentos via Pix estimulam a adesão.

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