O ministro gilmar mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou duramente nesta quarta-feira (30) a prática de vazamentos seletivos em apurações que correm no tribunal. A declaração foi feita na abertura da sessão plenária da tarde.
A fala ocorreu durante um pronunciamento oficial em celebração ao primeiro ano de gestão do presidente da corte, o ministro Edson Fachin. Na ocasião, o decano apontou que episódios recentes carregam interesses políticos e eleitorais.
Reconhecimento à trajetória de fachin
Mendes recordou que Fachin atuou como relator dos processos ligados à Operação Lava Jato e elogiou a postura do colega de tribunal, apontando que ele conduziu os trabalhos com prudência e sobriedade institucional.
Segundo o magistrado, mesmo diante de documentos altamente sensíveis sob responsabilidade do gabinete na época, não houve registros de vazamentos direcionados ou tentativas de exploração política dos autos.
Divergências e união no tribunal
O ministro também projetou que a gestão atual continuará a blindar a instituição com firmeza. Ele pontuou que, embora divergências jurídicas tenham marcado algumas votações passadas, a essência da magistratura permaneceu inabalada.
O magistrado resgatou ainda um episódio recente da quinzena anterior, quando apontou supostos desvios na condução de investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, reforçando sua preocupação com o uso político das apurações judiciais.

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