Após a recente disparada nas cotações internacionais do petróleo, o governo federal expandiu as ações para conter o encarecimento dos combustíveis no Brasil. A estratégia estabelece uma redução tributária de R$ 0,63 por litro na gasolina e autoriza uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.
O pacote foi formalizado por meio de um decreto e de uma medida provisória. A iniciativa substitui programas anteriores para mitigar o impacto externo no mercado doméstico.
Principais medidas:
- Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro em PIS/Pasep e Cofins;
- Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
- Diesel: subvenção inicial de R$ 1 por litro, com valor ajustável;
- Prazo da redução para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
- Diesel: mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme o mercado.
Nova subvenção ao diesel
A medida provisória assinada autoriza a União a conceder auxílio financeiro a produtores e importadores de diesel rodoviário. O objetivo é blindar o setor diante da instabilidade geopolítica.
O desconto será embutido diretamente no valor de venda. Empresas parceiras devem registrar o abatimento na nota fiscal.
O valor base de R$ 1 por litro poderá ser modificado pelo Ministério da Fazenda, conforme a oscilação do mercado e o orçamento disponível.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) gerencia a habilitação, monitoramento e repasses.
A dependência externa pesou na decisão, visto que mais de 25% do diesel consumido no país vem do exterior.
Corte na gasolina
Para a gasolina, a escolha foi o alívio tributário. Entre 10 de setembro e 5 de outubro, PIS/Pasep e Cofins terão alíquotas menores na importação e comercialização.
A queda nos impostos chega a R$ 0,63 por litro, fixando a carga tributária total em R$ 0,16 por litro.
A determinação substitui o modelo anterior de subsídio, que previa desconto de R$ 0,44.
No caso do etanol hidratado, os tributos federais foram totalmente zerados, gerando um recuo de R$ 0,19 por litro.
Pressão internacional
As ações ocorrem em um cenário de alta volatilidade externa. O petróleo Brent retornou à faixa de US$ 100 por barril.
A tensão em rotas logísticas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, também preocupa autoridades econômicas globais.
A meta oficial é criar um amortecedor temporário para proteger o consumidor brasileiro contra choques externos.
Crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões
Para custear o plano, foi aberto um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões via Medida Provisória 1.389.
A maior parte do montante será direcionada ao óleo diesel:
- R$ 5,607 bilhões para a subvenção ao diesel rodoviário;
- R$ 998 milhões para derivados de petróleo.
A execução ficará a cargo do Ministério de Minas e Energia e da ANP, mantendo os gastos fora do arcabouço fiscal.
Política de subsídios
As medidas dão seguimento às ações de controle de preços iniciadas em maio. O governo ressalta que o avanço dos combustíveis no Brasil tem ficado abaixo da média mundial.
As ações possuem caráter transitório e serão reavaliadas de acordo com o comportamento do mercado internacional.

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