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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
Novas medidas para combustíveis custarão R$ 7 bilhões por mês ao governo
Economia

Novas medidas para combustíveis custarão R$ 7 bilhões por mês ao governo

Pacote econômico inclui cortes de tributos e subsídios para conter reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os derivados de petróleo.

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As novas medidas para combustíveis anunciadas nesta quarta-feira (9) pelo governo federal exigirão um aporte estimado em R$ 7 bilhões mensais. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a iniciativa utiliza o espaço fiscal existente sem demandar novas autorizações orçamentárias para amortecer os impactos externos.

O pacote combina cortes tributários e subsídios diretos. A ação ocorre em resposta ao encarecimento do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.

Gasolina e etanol

Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro os tributos federais PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina.

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Com isso, a cobrança recua para R$ 0,16 por litro.

No caso do etanol hidratado, os impostos federais foram totalmente zerados de forma temporária, gerando um recuo de R$ 0,19 por litro.

Essas ações entram em vigor de 10 de setembro a 9 de outubro.

O impacto financeiro dessa desoneração é calculado em R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Uma medida provisória viabilizou um subsídio de R$ 1 por litro de diesel rodoviário.

O valor será gerido pelo Ministério da Fazenda e revisado mensalmente.

O custo estimado dessa subvenção alcança R$ 5 bilhões em setembro.

Custo total

Somando todas as frentes, o impacto mensal atinge R$ 7 bilhões.

Considerando outras subvenções vigentes, a despesa total em setembro chegará a R$ 12,5 bilhões.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, apontou que o governo prevê mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias ligadas ao petróleo.

Esses montantes ajudarão a cobrir as desonerações anunciadas.

Alta do petróleo

Moretti negou qualquer viés populista nas ações.

Ele classificou a estratégia como uma política de suavização de preços para proteger o mercado interno.

O barril do tipo Brent encerrou cotado a US$ 101,21 na mesma quarta-feira.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rovena Rosa/Agência Brasil

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