A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, marcou 0,70% em setembro, atingindo o maior patamar desde abril (0,89%). O índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25) reverte o cenário de deflação de -0,40% registrado em agosto.
Com essa alta mensal, o indicador avança para 4,47% no acumulado de 12 meses. No mês anterior, essa taxa estava em 4,24%.
Impacto da energia elétrica
O principal vetor de aceleração do custo de vida veio do grupamento de habitação. A alta foi impulsionada pela energia elétrica residencial, que encareceu 7,42% e exerceu o maior impacto individual no índice.
Esse avanço reflete a ausência do bônus de Itaipu. Em agosto, os consumidores haviam recebido um desconto expressivo na conta de luz, benefício que deixou de existir agora em setembro.
Comportamento dos grupos
O IBGE monitora nove setores de produtos e serviços para compor o resultado. O setor de transportes também pressionou o indicador, puxado principalmente pela alta de quase 10% nas passagens aéreas.
Na parte de alimentação e bebidas, houve recuperação nos preços após a queda do mês anterior. Itens como tomate, arroz e carnes registraram as maiores pressões de alta no período.

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