A noite desta quinta-feira (1º), que seria marcada pelo último debate presidencial antes do primeiro turno das Eleições 2026 na TV Globo, acabou tendo a internet como um dos principais espaços de comunicação entre candidatos e eleitores.
Com o cancelamento do debate, Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast. A transmissão chegou a registrar cerca de 1,6 milhão de espectadores simultâneos e, posteriormente, ultrapassou 10 milhões de visualizações no YouTube, segundo levantamento publicado pela Folha.
[ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA NO FLOW PODCAST]
Simultaneamente, Flávio Bolsonaro realizou uma live em seu canal no YouTube, TV Celular Flávio Bolsonaro, durante o horário em que aconteceria o debate. A transmissão também alcançou números expressivos e chegou a 5 milhões de visualizações, conforme levantamento divulgado pela Folha.
[ASSISTA A LIVE DO CANAL DE FLÁVIO NO YOUTUBE]
A INTERNET COMO ESPAÇO DE CAMPANHA
O episódio também evidencia uma mudança na forma como candidatos passaram a se comunicar com o eleitorado. Se durante muitos anos a televisão, o rádio e os comícios concentravam grande parte da comunicação eleitoral, as redes sociais, os podcasts, os canais próprios no YouTube e as transmissões ao vivo passaram a ocupar um espaço cada vez maior nas campanhas.
Nas Eleições 2026, o próprio Tribunal Superior Eleitoral estabelece regras específicas para a propaganda eleitoral na internet, permitindo sua realização em sites de candidatos e partidos, redes sociais, blogs e aplicativos de mensagens. O TSE também prevê regras específicas para as lives realizadas por candidatos.
A diferença está também na forma de distribuição do conteúdo: uma entrevista ou live pode ser acompanhada em tempo real por pessoas de diferentes regiões do país e continuar disponível depois do encerramento da transmissão. Os números registrados nesta quinta-feira mostram, em termos de audiência digital, a dimensão que esse tipo de comunicação pode alcançar.
UMA NOVA RELAÇÃO COM O ELEITOR
O uso da internet permite que candidatos tenham canais próprios de comunicação, sem depender exclusivamente dos espaços tradicionais de televisão e rádio. Ao mesmo tempo, esse ambiente possui regras eleitorais específicas e exige atenção do eleitor para diferenciar informação, opinião, propaganda e conteúdos eventualmente falsos ou manipulados.
Na reta final do primeiro turno, marcada para este domingo (4), o episódio de quinta-feira deixa registrado um retrato de como a disputa eleitoral de 2026 também acontece nas telas de celulares, computadores e televisores conectados à internet.
