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Terça-feira, 15 de Setembro 2026
Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit na infraestrutura
Economia

Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit na infraestrutura

Estudo divulgado pela CNI aponta necessidade de elevar aportes para 4,65% do PIB visando atrair maior participação do setor privado.

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O Brasil precisa mais do que dobrar os aportes financeiros na infraestrutura para mitigar o déficit histórico do setor e alcançar os padrões internacionais. Essa conclusão integra o estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende a criação de um novo regime para ampliar o capital privado e garantir a sustentabilidade de projetos de longo prazo.

Durante o ano de 2024, o país aplicou R$ 266,8 bilhões no setor, montante equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). A CNI ressalta que esse patamar precisa subir para 4,65% do PIB, o que representa aproximadamente R$ 550 bilhões anuais, mantidos por um período mínimo de duas décadas.

Do volume total aplicado em 2024:

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  • R$ 188,1 bilhões (70,5%) foram injetados pela iniciativa privada;
  • R$ 78,6 bilhões corresponderam a gastos públicos;
  • Governos estaduais e prefeituras lideraram os aportes públicos.

Um novo modelo de financiamento

Para a entidade industrial, nenhuma vertente de recursos consegue suprir isoladamente as demandas do país. O modelo ideal precisa mesclar verbas públicas e privadas, fortalecer o mercado de capitais e fomentar condições favoráveis para aportes de longo prazo.

Ricardo Alban, presidente da CNI, enfatiza em nota a importância da estabilidade econômica para atrair novos capitais.

“O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta o dirigente.

O estudo também evidencia uma transformação na matriz de financiamento entre 2010 e 2024. Valores corrigidos indicam que as faturas privadas saltaram de uma média de R$ 88,6 bilhões para R$ 184,5 bilhões no último ano, enquanto o aporte público sofreu retração.

Propostas e lições internacionais

Para viabilizar as metas, a CNI sugere medidas como a garantia de estabilidade macroeconômica, o fortalecimento do mercado de capitais e a ampliação da segurança jurídica. A experiência internacional de nações como Chile, Espanha e França demonstra que a previsibilidade regulatória é vital para atrair investidores.

Por fim, o documento aponta que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve atuar de forma estratégica na mitigação de riscos e na atração de capital externo e interno para os projetos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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