A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) expressaram profunda apreensão com a possibilidade real de interferência nas eleições brasileiras, apontando pressões vindas principalmente dos Estados Unidos.
O principal receio das instituições é que ações externas comprometam a soberania nacional. Elas alertam para ameaças ao funcionamento das instituições democráticas e à livre formação de vontade dos eleitores no pleito.
Segundo o manifesto divulgado pelas entidades, a definição dos rumos políticos do país cabe un nenhum outro ator senão o próprio povo. Governos estrangeiros ou poderes econômicos não devem tentar condicionar essa escolha.
No final de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia emitido um alerta reservado sobre o risco de pressões e influências estadunidenses. O cenário envolve o uso indevido de tecnologias e manipulação informacional.
Diante desse panorama, ABC e SBPC exigem mobilização imediata dos poderes da República. A sociedade civil e o setor acadêmico precisam atuar juntos para garantir um pleito livre de qualquer ingerência internacional.
O debate ganhou repercussão internacional e chegou à Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que pediu atenção global e rápido reconhecimento do resultado legítimo das urnas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o tema durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Ele criticou o ressurgimento de práticas neocoloniais e a divisão do mundo em zonas de influência.
As votações estão agendadas para o próximo dia 4 de outubro, quando os cidadãos escolherão deputados, senadores, governadores e o novo presidente da República em todo o território nacional.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se