Os eleitores brasileiros decidem neste domingo (25) de segundo turno entre dois programas de governo com visões opostas sobre o futuro das privatizações e o papel da máquina pública no país.
O debate envolve a venda de ativos, a extinção de companhias estatais e reformas administrativas. Contudo, cada candidato apresenta estratégias distintas para a economia.
O programa de Luiz Inácio Lula da Silva prioriza o aumento da eficiência e o controle de gastos públicos. A proposta foca na transparência e na redução de desigualdades sociais.
Para isso, a campanha aposta na expansão de serviços digitais. O portal Gov.br serve como modelo para integrar plataformas e agilizar o atendimento à população.
No campo econômico, o plano rejeita a venda de empresas estratégicas como Petrobras, Embrapa e Correios. A meta é usar essas companhias para induzir o desenvolvimento nacional.
O texto prevê investimentos na transição energética e parcerias com o setor privado. A gestão busca alinhar a produção de energia aos compromissos ambientais internacionais.
Por outro lado, o plano de governo de Flávio Bolsonaro aposta na digitalização para tornar o Estado mais ágil e enxuto, dando continuidade à pauta liberal da gestão anterior.
A proposta inclui um corte profundo nos gastos operacionais e uma reforma administrativa. O objetivo é reduzir o número de ministérios e desonerar os setores produtivos.
O candidato também propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização. A medida visa vender ativos não estratégicos para atrair capital privado e abater a dívida pública.
Além disso, o documento defende a profissionalização das agências reguladoras. O foco é aplicar critérios estritamente técnicos na escolha dos dirigentes do setor.
Histórico recente
Durante a gestão de Jair Bolsonaro, dezenas de empresas estatais e subsidiárias foram vendidas. A privatização da Eletrobras foi a operação mais expressiva desse período.
Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva historicamente prioriza parcerias público-privadas e concessões. O modelo transfere a administração temporária de serviços, mantendo a posse estatal.

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