O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central atualizaram nesta quinta-feira (22) as diretrizes para o Open Finance. As novas regras foram desenhadas para elevar a segurança, melhorar a transparência e estabelecer exigências mais rígidas para as instituições financeiras, com atenção especial voltada às demandas de pessoas jurídicas.
A resolução conjunta busca alinhar as responsabilidades dos participantes do sistema. O objetivo principal é mitigar divergências interpretativas e devolver o controle absoluto aos usuários sobre o destino de suas informações bancárias.
Entre as principais alterações, destaca-se a obrigatoriedade de consentimento específico para cada parceiro comercial envolvido. Além disso, o sistema passa a contar com um monitoramento mais rigoroso e a facilidade de interromper o fluxo de dados caso surjam potenciais vulnerabilidades.
O que é o sistema financeiro aberto?
O Open Finance funciona como uma ponte regulamentada. Ele permite que correntistas autorizem o tráfego de seus históricos financeiros entre diferentes bancos, fintechs e prestadores de serviços autorizados.
Na prática, essa autonomia estimula a concorrência de mercado. Uma companhia pode, por exemplo, autorizar uma nova instituição a auditar suas contas para liberar crédito mais rápido, sem ficar presa à sua agência tradicional.
Principais mudanças estruturais
A nova regulamentação foca em cinco pilares fundamentais para o ecossistema:
- Consentimento individualizado para cada entidade receptora;
- Fiscalização ativa sobre o ecossistema de parceiros comerciais;
- Transparência ampliada sobre o uso das informações corporativas;
- Suspensão imediata do compartilhamento em caso de risco;
- Bloqueio contra o uso indevido do acervo informacional.
Governança e responsabilidade corporativa
As diretrizes também exigem maior participação da alta cúpula dos bancos. Conselhos de administração e diretorias passam a responder diretamente pelo monitoramento das parcerias tecnológicas.
Dessa forma, a proteção informacional deixa de ser um fardo exclusivo da engenharia de software. A diretoria executiva precisa agir preventivamente contra fraudes.
Flexibilidade para pessoas jurídicas
Para empresas, a grande novidade é a jornada fragmentada de consentimento. O processo agora permite que diferentes diretores aprovem etapas do compartilhamento em momentos distintos, respeitando a hierarquia societária.
Essa flexibilização desburocratiza transações complexas que exigem o aval de múltiplos sócios ou gestores financeiros autorizados.
Expectativas futuras
Com essas barreiras reforçadas, o CMN e o Banco Central esperam consolidar um ambiente propício para a inovação. A modernização do Sistema Financeiro Nacional avança sem abrir mão da privacidade.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se