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Terça-feira, 03 de Novembro 2026
Proibição das bets ameaça receitas dos clubes de futebol, alegam times no STF
Justiça

Proibição das bets ameaça receitas dos clubes de futebol, alegam times no STF

Dirigentes e advogados criticam no Supremo o prazo de dez dias para adaptação e alertam para o risco de prejuízos milionários aos cofres.

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Representantes dos principais clubes de futebol do Brasil defenderam no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3), que a proibição das bets compromete gravemente os orçamentos previstos em contratos vigentes. Os executivos criticaram o curto prazo de dez dias concedido para o cumprimento das novas diretrizes governamentais.

Impacto financeiro no Flamengo e Fluminense

O vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, ressaltou que a entidade planejou suas finanças confiando nas normas vigentes. De acordo com o dirigente, a interrupção das parcerias pode retirar aproximadamente R$ 430 milhões anuais do orçamento rubro-negro.

Willeman enfatizou que o clube agiu com respaldo jurídico ao fechar os acordos. Já o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, destacou que a restrição atinge múltiplos pilares de arrecadação, como cotas de transmissão e publicidade nas emissoras.

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Montenegro também contestou a exigência temporal. Segundo ele, nenhum outro mercado internacional reduziu a publicidade de empresas de apostas em menos de dez meses, enquanto o modelo brasileiro impôs uma adequação em apenas dez dias.

Situação crítica no Botafogo e Cruzeiro

Em nome do Botafogo, o advogado Bichara Abidão Neto explicou que o cenário da SAF alvinegra é ainda mais delicado. A instituição atravessa uma recuperação judicial fundamentada diretamente nos repasses da patrocinadora master.

Por sua vez, José Francisco Manssur, representante do Cruzeiro, alertou para o desequilíbrio competitivo internacional. Para ele, as equipes nacionais perderão espaço frente aos rivais sul-americanos, que continuarão exibindo patrocínios do setor.

Insegurança jurídica para São Paulo e Corinthians

A advogada Danielle Maiolini, em representação ao São Paulo, pediu ao STF que garanta segurança jurídica e estabeleça uma transição gradual. Ela ressaltou que o fim das parcerias afasta aliados estratégicos na prevenção e no combate à manipulação de resultados.

Já Pedro Luís Soares, defensor do Corinthians, reconheceu os problemas sociais ligados ao vício em jogos no país. Contudo, argumentou que a ruptura repentina de receitas coloca em risco compromissos financeiros previamente assumidos pelo clube.

Contexto da restrição governamental

O governo federal proibiu as apostas esportivas e jogos virtuais no fim de setembro para conter o endividamento familiar e mitigar problemas de saúde pública. O mercado brasileiro contava com cerca de 50 milhões de usuários e mais de 80 operadoras antes do bloqueio.

Diante desse cenário, a Associação Nacional de Jogos e Loterias recorreu ao STF para tentar restabelecer as operações e as divulgações comerciais no território nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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