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Quinta-feira, 17 de Setembro 2026
Funcionários rejeitam proposta e mantêm greve na Caixa em todo o país
Economia

Funcionários rejeitam proposta e mantêm greve na Caixa em todo o país

Impasse sobre mudanças no Saúde Caixa motivou a recusa de 68% dos trabalhadores; banco cogita acionar a Justiça do Trabalho.

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Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram dar continuidade à greve na Caixa em âmbito nacional, após rejeitarem a proposta final oferecida pela instituição financeira na última sexta-feira (11). O movimento paralisou agências em diversos estados por tempo indeterminado em busca de melhores condições no Acordo Coletivo de Trabalho.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cerca de 68% dos funcionários votaram contra o texto em assembleia. O grande ponto de discórdia envolve as reestruturações no Saúde Caixa, plano de assistência médica da categoria, que previa alterações profundas no modelo de custeio e na coparticipação.

Ação na Justiça do Trabalho

Diante da rejeição da proposta considerada definitiva, a Caixa indicou a possibilidade de recorrer ao Poder Judiciário por meio de um dissídio coletivo. A medida busca uma solução judicial para o impasse com os trabalhadores, embora o banco afirme manter canais abertos para negociações.

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Histórico da paralisação

A mobilização começou na quinta-feira (10), impulsionada pela recusa de mais de 90% das bases da Contraf-CUT a um texto anterior oferecido pelo banco. No início do movimento, diversas agências amanheceram de portas fechadas em regiões como São Paulo e Paraná, mantendo apenas os terminais de autoatendimento operacionais.

O que previa a proposta recusada

A oferta final do banco previa um prêmio individual de R$ 3 mil e o pagamento do salário reajustado com a PLR em 18 de setembro. A proposta incluía ainda a ampliação do limite de participação da empresa no plano de saúde de 6,5% para 8%, antecipação de parcelas do benefício e a aplicação de R$ 236 milhões em ações preventivas a partir de 2027.

Ponto de discórdia: Saúde Caixa

As reestruturações no convênio médico concentraram as maiores divergências. As novas regras estipulavam alíquotas de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, cobrança por dependente entre R$ 480 e R$ 660 conforme a idade, e elevação do teto anual familiar de coparticipação para R$ 4,8 mil, além do aumento na tarifa de pronto-socorro para R$ 150.

Canais de atendimento ao cliente

Durante a paralisação, a orientação é priorizar os canais digitais, como os aplicativos Caixa, Caixa Tem, Habitação e FGTS, além do Internet Banking. A população também pode recorrer às casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, caixas eletrônicos e ao atendimento telefônico pelo Alô Caixa nos números 4004-0104 (capitais) e 0800-104-0104 (demais localidades).

Situação no Banco do Brasil

O cenário é diferente no Banco do Brasil, onde a maioria dos trabalhadores aceitou o acordo apresentado e atuou normalmente. A paralisação na instituição concorrente prossegue apenas em 18 bases sindicais que optaram por rejeitar os termos propostos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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