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Sábado, 07 de Novembro 2026
Lula sanciona lei do Enamed para avaliar cursos de medicina no país
Política

Lula sanciona lei do Enamed para avaliar cursos de medicina no país

Nova regulamentação exige provas no 2º, 4º e 6º anos da graduação e prevê punições para faculdades com desempenho insatisfatório.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (6), a lei que institui o Enamed como avaliação obrigatória no Brasil. A medida busca elevar a qualidade dos serviços de saúde no país ao supervisionar o desempenho acadêmico e a estrutura das instituições de ensino.

A nova prova será aplicada em três etapas ao longo da graduação: no segundo, quarto e sexto ano. O objetivo central é mapear deficiências no aprendizado, monitorar a evolução dos formandos e garantir padrões mínimos de qualidade nos cursos oferecidos em todo o território nacional.

Durante o ato de assinatura, Lula destacou que profissionais mais bem preparados garantem maior proteção à população. O presidente ressaltou o compromisso do Estado com a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a oferta de atendimento digno às famílias de menor renda.

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A exigência do exame será mandatória para quem ingressar na faculdade a partir de 19 de junho de 2026. Os acadêmicos matriculados antes dessa data e os médicos já diplomados não serão afetados pelas novas regras.

Políticas públicas e ampliação da saúde

O chefe do Executivo enfatizou a necessidade de integrar a medicina a hábitos saudáveis e defendeu programas estruturantes como o Samu, Farmácia Popular, Brasil Sorridente e Agora tem Especialistas. Lula também sugeriu a criação de academias públicas municipais com acompanhamento de educadores físicos e fisioterapeutas.

Repercussão no setor e no ensino

O vice-presidente Geraldo Alckmin pontuou que a rápida expansão de faculdades sem a infraestrutura hospitalar adequada comprometeu a capacitação dos futuros profissionais. Da mesma forma, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, classificou o exame como um avanço histórico.

A professora Ludhmila Hajjar, da USP, alertou sobre as graves deficiências observadas em recém-formados, destacando a falta de treino em procedimentos essenciais de emergência. Segundo ela, a medida protege a sociedade e não visa apenas punir o estudante, que costuma ser a principal vítima de formações precárias.

Supervisão rigorosa de faculdades

De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a avaliação ajudará a regular a abertura de cursos. Recentemente, a União recebeu 360 ações judiciais exigindo a criação de 60 mil vagas sem garantias de qualidade. As instituições com resultados ruins no exame poderão sofrer punições, como redução de vagas ou suspensão de vestibulares.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que o teste progressivo trará impactos positivos imediatos e duradouros na saúde pública, permitindo mensurar a evolução prática dos acadêmicos ao longo de toda a sua trajetória universitária.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Valter Campanato/Agência Brasil

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