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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
Nenhum país do G20 fixa maioridade penal abaixo dos 18 anos, mostra Unicef
Direitos Humanos

Nenhum país do G20 fixa maioridade penal abaixo dos 18 anos, mostra Unicef

Estudo revela que as maiores economias responsabilizam adolescentes a partir dos 12 anos sem enviá-los ao sistema prisional adulto.

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Um levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Unicef revelou que nenhum dos países do G20 ou da América Latina possui a maioridade penal fixada abaixo dos 18 anos. O estudo reforça a diretriz internacional de que adolescentes devem ser responsabilizados por atos infracionais por meio de sistemas socioeducativos específicos, sem o ingresso no sistema prisional comum voltado para adultos.

Responsabilização proporcional

O representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, ressaltou que o bloco do G20 reúne 60% da população mundial e as economias mais ricas. Para a organização, há um consenso global de que é viável punir o jovem sem equipará-lo ao adulto.

Segundo Gonzalez-Aleman, colocar adolescentes em presídios comuns pode aproximá-los de facções criminosas e quebrar seus vínculos familiares, comunitários e escolares, gerando o efeito oposto ao desejado.

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Idade mínima para responsabilização no G20

O levantamento aponta a idade mínima em que o adolescente passa a responder à Justiça em sistemas especializados:

  • Arábia Saudita e Índia: 7 anos;
  • Reino Unido, Estados Unidos e Austrália: 10 a 12 anos;
  • Brasil, África do Sul, Canadá, Indonésia, México e Turquia: 12 anos;
  • França: 13 anos;
  • Alemanha, Argentina, Coreia do Sul, Itália, Japão e Rússia: 14 anos;
  • China: 16 anos.

Idade mínima na América Latina

  • Brasil, Costa Rica, El Salvador, Equador, Honduras, México e Panamá: 12 anos;
  • Guatemala, Haiti, República Dominicana e Uruguai: 13 anos;
  • Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Venezuela: 14 anos;
  • Cuba: 16 anos.

Posição do Unicef e exceções

O Unicef reitera que o Brasil já responsabiliza jovens a partir dos 12 anos. A instituição defende a consolidação do sistema socioeducativo, ressaltando que as taxas de reincidência são menores nesse modelo em comparação ao cárcere comum.

Embora a regra geral fixe o limite nos 18 anos, nações como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Japão admitem exceções judiciais para crimes graves. Na América Latina, apenas Cuba prevê ressalvas semelhantes.

Debate na PEC da Segurança Pública

O tema voltou a repercutir no Congresso Nacional durante a apreciação da PEC da Segurança Pública no Senado. A proposta foi aprovada sem alterações na maioridade penal, mantendo a distinção entre os sistemas de punição.

O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as emendas que propunham reduzir a idade para 16 ou 14 anos no texto principal, sugerindo que a pauta seja discutida em projetos autônomos futuramente.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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